Ultimate Fighting tenta conquistar a Europa a chutes

Nos últimos anos, o Campeonato de Ultimate Fighting (ou UFC, na sigla em inglês) se estabeleceu como a principal face das artes marciais nos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha.

The New York Times |

Agora, o campeonato espera conquistar o mesmo sucesso em toda a Europa, se concentrando primeiro na Alemanha e Itália, entre outros países. Ao fazer isso, a marca não apenas pretende assumir novos mercados mas também conquistar fãs a partir do zero em países que são culturalmente e linguisticamente diferentes.

Há precedente para o sucesso. O UFC ajudou a legitimar o esporte que já foi rotulado pelos críticos como a rinha de humanos.  Nos Estados Unidos e Canadá juntos, sete dos 10 principais mais lucrativos em pay-per-view em 2007 foram promoções UFC, de acordo com Dave Meltzer, editor e chefe do The Wrestling Observer, uma publicação que cobre lutas e artes marciais.

Nos últimos 16 meses na Europa, o UFC realizou cinco eventos, todos com lotação esgotada. Dana White, presidente da organização, disse que esses shows venderam mais de 60,000 ingressos e geraram US$10 milhões.

Em janeiro, ele disse publicamente que o mercado europeu não era lucrativo. Mas ele e analistas afirmaram que a companhia havia passado por perdas advindas dos custos da construção e promoção da marca, não da falta de interesse do público.

A organização parece apostar no futuro.

AP
Forrest Griffin (D) e Quinton Jackson durante
o UFC 2008 em Las Vegas
"A UFC vê muito potencial para crescimento internacional", disse Adam Swift, editor do mmapayout.com, um website devotado às lutas. "Mas agora se trata mais de criar uma base do que prestar atenção aos lucros".

A UFC poderia expandir para o Japão ou Brasil, onde esse tipo de esporte já tem história e é imensamente popular. Ainda assim, alguns analistas disseram que a reputação do esporte para corrupção no Japão e a população menos afluente no Brasil podem ter tornado a Europa mais imediatamente atrativa.

Em uma entrevista recente, White disse que a UFC pode conquistar a Europa porque esportes de luta têm um apelo universal e não exigem que os fãs estudem livros de regras. "A luta está em nosso DNA", ele disse. "Nós não precisamos saber as regras".

Cerca de 30% do tráfico no website da UFC vem de fora dos Estados Unidos, disse White.


Por R.M. SCHNEIDERMAN

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