TV interativa vira realidade na era da internet

SÃO FRANCISCO - Para quem gosta de sofá, a ajuda está a caminho. Tecnologias simples, como conversas de vídeo pelo Skype, estão tornando possível que amigos que moram longe assistam programas de tevê juntos, mesmo que não possam compartilhar a pipoca.

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Jessica Acres vê novelas com amigos de qualquer lugar e conversa no Skype

Emma McCulloch e Jennifer Cheek se encontravam para assistir "Dancing With the Stars" juntas, mas aquele ritual terminou quando Cheek se mudou para o Havaí.

Assim, as mulheres decidiram que McCulloch, que vive em San Mateo, Califórnia, gravaria o programa em seu vídeo digital e esperaria até a transmissão no Havaí. Então, as duas entrariam no Skype para conversar enquanto assistiam ao programa juntas.

"Foi ótimo, pois sentimos que estávamos vendo juntas", disse McCulloch. "Me sinto mais conectada a ela porque estamos compartilhando as mesmas frustrações e alegrias".

Pessoas como McCulloch e Cheek estão um passo inteiro à frente de companhias de mídia que brincam com a ideia de fazer da televisão uma experiência mais interativa.

O site de transmissão de programas de tevê Hulu.com, da NBC Universal, News Corp. e Walt Disney Co., realizou alguns testes com sistemas interativos em tempo real mas ainda não os disponibilizou.

A Verizon Communications oferece uma conexão de Facebook através de seu serviço Internet FiOS no qual as pessoas podem publicar mensagens enquanto assistem a um programa.

Fabricantes de videogames como Microsoft e Sony parecem mais próximos de uma experiência interativa ao oferecer serviços de conversa e sistemas de mensagem.

Jessica Acres, por exemplo, se reúne com alguns amigos, no Skype, quase todos os dias para assistir "General Hospital", "One Life to Live" e "Gossip Girl".

Acres, 29, também começou um website com suas amigas (411onSoaps.com) onde publicam as últimas novidades das novelas. Ela acrescenta novas camadas de redes sociais para transformar o hábito de ver tevê em algo ainda mais interativo.

As pessoas descobriram outros truques para diminuir a distância entre amigos e familiares que moram longe, principalmente aqueles que moram em outros fusos horários e que querem assistir um programa assim que ele vai ao ar.

Usando adaptadores que custam menos que US$ 100, é possível conectar seu cabo e satélite a um computador, usar a transmissão online e disponibilizar o programa ao público, como é feito no website Justin.tv.

Moradores de New Brunswick e Nova Escócia vivem no fuso Atlântico e, portanto, conseguem ver alguns programas horas antes de seu início no fuso Leste. As pessoas no fuso Atlântico transmitem esses programas pela internet para que pessoas no Havaí possam acompanhá-los horas mais cedo.

E o website Justin.tv, fundado em São Francisco, tem tentado lucrar com a tevê interativa online. Usuários do site trocam mais de 100 milhões de mensagens em um mês enquanto assistem um vídeo.

Apenas em outubro, espectadores do Justin.tv assistiram 50 milhões de horas de vídeo, afirmou Michael Seibel, principal executivo da companhia.  "Nós certamente tropeçamos em algo em que há muita demanda", disse Seibel.

(Reportagem de Ashlee Vance)

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