Treinamento de negócios para mulheres do exterior

Quando Ngozi Okoli-Owube viu um anúncio no jornal local para o 10.000 Women, um programa de empreendimento global coordenado pela Goldman Sachs, ela e cerca de outras 100 mulheres aproveitaram a chance para se inscrever.

The New York Times |

Acordo Ortográfico

Durante cinco meses, Okoli-Owube, 31, alternou seu trabalho estabelecendo uma escola para crianças com deficiência em Lagos, Nigéria, com treinamentos de semanas inteiras na Escola de Negócios de Lagos, em uma classe com outras dezenas de mulheres para conquistar um certificado de gerenciamento de empreendimentos.

"Eu tenho formação universitária, mas não tinha treinamento suficiente para coordenar um negócio", disse Okoli-Owube, que lutava para conseguir alunos para sua escola. "Eu tenho que aprender a organizar os números, a anunciar e a receber conselhos de mulheres que tiveram experiências similares".

O bem estar de meninas e mulheres há muito está na agenda de agências internacionais. O Banco Mundial, por exemplo, anunciou passos no começo deste ano para melhorar o apoio a mulheres empreendedoras direcionando cerca de US$100 milhões em crédito para elas até 2012.

De olho nos lucros

Mas corporações também começaram a levar o seu poder econômico mais a sério, especialmente em mercados emergentes.

NYT
Corporações visam público
feminino como Okoli-Owube
Muitos programas corporativos usam micro empréstimos, doações e verbas excedentes para promover a educação nos negócios. O Goldman decidiu adotar uma postura diferente depois que sua pesquisa mostrou que a renda per capita no Brasil, China, Índia, Rússia e outros mercados emergentes pode aumentar até 14% caso as mulheres tenham mais qualificações no gerenciamento e empreendimento.

"Elas não estão atrás de filantropia", disse Geeta Rao Gupta, presidente do Centro Internacional de Pesquisa sobre a Mulher. O Goldman "teve a ideia de que investir nas mulheres significava devolver o PIB ao país e à renda familiar".

A companhia destinou US$100 milhões em cinco anos para levar educação sobre negócios a 10mil empresárias qualificadas de países em desenvolvimento.

As dificuldades são grandes. Poucas mulheres na África estudam sobre negócios, geralmente uma área reservada a estudantes de classes mais altas destinados a empregos corporativos. Nas 50 principais escolas de negócios da Africa - um continente de 900 milhões de pessoas - apenas 2.600 mulheres se inscrevem em programas de MBA locais, descobriu uma pesquisa patrocinada pelo Goldman.

Para abrigar cursos deste tipo, as escolas de negócios nos países em desenvolvimento se uniram com 50 universidades e organizações na Europa e Estados Unidos.

"Este é o próximo passo para as mulheres porque é um investimento a longo prazo", disse Rao Gupta, cujo instituto pesquisa e oferece assistência técnica para mulheres em países em desenvolvimento.

Por ELIZABETH OLSON

Leia mais sobre negócios

    Leia tudo sobre: negócios

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG