Trabalhadores de baixa renda são geralmente enganados, diz estudo

Trabalhadores de baixa renda comumente deixam de receber pagamento por horas extras e recebem menos que o salário mínimo, de acordo com um novo estudo baseado em uma pesquisa feita com trabalhadores de Nova York, Los Angeles e Chicago.

The New York Times |

O estudo, a análise mais ampla das violações às leis salariais realizada em uma década, também descobriu que 68% dos trabalhadores entrevistados haviam passado por pelo menos uma violação relacionada a seus salários na semana anterior.

"Nós ficamos surpresos com a alta taxa", disse Ruth Milkman, principal autora do estudo e professora de sociologia da Universidade da Califórnia, Los Angeles, e da Universidade da Cidade de Nova York. O estudo foi financiado pelas fundações Ford, Joyce, Haynes e Russell Sage.


Cozinheiros preparam refeição em restaurante de Nova York / NYT

Ao pesquisar 4.387 trabalhadores de diversos setores de baixa renda, inclusive a manufatura de vestuários, a assistência a crianças e o varejo de desconto, os pesquisadores descobriram que o trabalhador típico havia perdido US$ 51 na semana anterior por causa de violações a seu salário, ganhando em média US $339 por semana. Isso se traduz em uma perda de 15% em seu pagamento.

Os pesquisadores disseram que um dos resultados mais surpreendentes foi como os empregadores de baixa renda pressionam seus trabalhadores para que não peçam compensações relacionadas a seu trabalho.

Apenas 8% dos que sofreram acidentes sérios no trabalho pediram compensação para pagar por cuidados médicos e pelos dias perdidos de trabalho que foram originados a partir destes acidentes.

De acordo com o estudo, 39% dos pesquisados eram imigrantes ilegais, 31% imigrantes legais e 30% americanos nativos.

O estudo descobriu que 26% dos trabalhadores haviam recebido menos que o salário mínimo na semana anterior à pesquisa e que um em cada sete tinham trabalhado sem registrar o horário no mesmo período. Além disso, 76% dos que haviam feito hora extra na semana anterior não haviam recebido por isso.

O estudo foi conduzido na primeira metade de 2008, antes que a recessão atingisse o país.

A pesquisa descobriu ainda que as mulheres sofrem mais violações ao salário mínimo do que os homens, com maior frequencia entre as mulheres que são imigrantes ilegais.

Entre trabalhadores nascidos nos Estados Unidos, afro-americanos tiveram uma taxa de violação quase três vezes maior que brancos. Dos trabalhadores que recebem gorjetas, 12% disseram que seu empregadores haviam roubado parte delas.

Um em cada cinco trabalhadores informou ter reclamado sobre o salário a seus empregadores ou tentado formar um sindicato no ano anterior e 43% deles afirmaram ter sofrido alguma forma de vingança ilegal, como demissão ou suspensão, por conta disso.

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