Testemunho de pais de Uma Thurman mostra lado pessoal da perseguição de celebridades

NOVA YORK - Primeiro, Robert Thurman diz, seu alarme contra perseguidores não soou quando um estranho chamado Jack Jordan começou a lhe mandar mensagens de e-mail na Universidade Columbia, onde ele é professor de estudos Indo-tibetanos. Não houve menção da sua filha famosa, a atriz Uma Thurman, apenas um pedido de aconselhamento sobre o que pareceu um esquema de estudo.

The New York Times |

Mas em fevereiro de 2005, os alarmes soaram alto na cabeça de Robert, ele disse à Suprema Corte do Estado nesta terça-feira, quando recebeu uma mensagem de Jordan dizendo: "Hoje o centro da minha testa está latejando. Eu me apaixonei pela sua filha Uma". Seu testemunho acontece no segundo dia do julgamento de Jordan por perseguição.

Essa mensagem deu início a um pesadelo psicológico de quase um ano que atingiu a família de Uma, testemunharam Robert Thurman e sua mulher, Birgitte.

Eles disseram que protegeram sua filha das mensagens de Jordan, que começaram em novembro de 2004, endereçadas aos pais e três irmãos da atriz, e continuaram até novembro de 2005, quando momento ele apareceu num trailer de Uma Thurman no set de filmagem no SoHo.

Jordan tentou entregar uma mensagem à Uma ali, de acordo com o testemunho do maquiador Richard Dean. A assistente da atriz bloqueou a passagem e entregou a mensagem depois. Dean disse que Uma Thurman ficou tão agitada após ler seu conteúdo que ele não conseguiu aplicar a maquiagem.

A aparição, disse seu pai, transformou a obsessão de Jordan por Uma Thurman em uma crise.

Esse dia de testemunhos deu uma faceta pessoal às perseguições de celebridades mais comumente conhecidas através de lentes sensacionalistas de filmes hollywoodianos como "Eyes of Laura Mars", ou das manchetes de tablóides em supermercados.

Os pais de Uma Thurman perceberam claramente que sua família não era como as outras. Robert Thurman, que tem a beleza rústica de um astro de filmes faroeste, foi um monge budista, e sua mulher, graciosa e delicada, foi modelo da agência Ford no início dos anos 1960.

Seu testemunho sugere que foi a diferença de sua composição que atraiu o jovem intelectual Jordan, 37, um formando da Universidade de Chicago.

Jordan, um homem compacto e careca de expressão lacônica, sentou no banco dos réus tomando notas como se estive numa aula e não deixava a sala sem carregar consigo uma enorme mochila.

Seu advogado, George Vomvolakis, afirmou que seu cliente, acusado de perseguição e ameaças, não fez nada criminoso e não queria machucar ou ameaçar ninguém. "Ele é um romântico", disse Vomvolakis na terça-feira. "Ele a ama. Ele queria que ela se casasse com ele".

Ainda que o julgamento seja criminoso, os testemunhos foram eruditos. Ao ler um poema que Jordan enviou a ele, Robert Thurman, que se descreveu ironicamente como um formado de Harvard e de "uma péssima escola preparatória em New England", identificou-o casualmente como sendo de Shakespeare.

Birgitte Thurman usou termos quase psicoanalíticos para descrever sua reação a um telefonema de Jordan à casa da família em Woodstock, Nova Jersey.

"Eu queria saber o que ele tinha em mente, então perguntei por que ele estava atrás de nós", ela testemunhou. "Ele me disse de várias maneiras que acreditava que estava predestinado a estar com minha filha, que eles tinham que ficar juntos. Ele sabia disso. Ela não sabia. Se ela o visse, perceberia que eles foram feitos uma para o outro".

Ela disse que tentou falar com Jordan para que ele esquecesse essa paixão, dizendo que ele estava "projetando" suas próprias fantasias na vida de Uma Thurman e que elas não tinham fundamento.

Em seu testemunho ela disse que Jordan respondeu que "nesse caso não haveria motivos para que ele vivesse. Ele teria que se matar. Provavelmente em um mês ele faria isso".

Apesar do tema difícil, esse foi uma espécie de momento sob os holofotes para os pais de Uma, que deram depoimentos profundos, delicados e muitas vezes humorosos sobre como lidaram com Jordan.

"Eu sou conhecido como o pai de Uma", testemunhou Robert Thurman, com certo orgulho. "É minha maior conquista".

Ao ler trechos de 19 emails recebidos de Jordan, Robert Thurman descreveu sua percepção "não médica, mas como um crítico" dos problemas de ilusão de Jordan. "Eu nos imaginei numa caverna há muito tempo, Shiva Parvati entalhada nas paredes ou mumificada com nosso elefante na porta", escreveu Jordan em um email, se referindo à deusa Hindu que comparou consigo mesmo e Uma Thurman.

"Ao ler isso eu tentei me lembra do telefone do FBI, honestamente", testemunhou Robert Thurman.

Em uma mensagem, Jordan chama Robert Thurman de "Zen Thor dez homens". O advogado de Jordan questiona se não poderia ser sinal de um erro de tipografia, ou uma relação com o apelido budista de Robert, Tenzin.

"Não acredito", disse Robert Thurman, acrescentando que para ele "havia algo místico acontecendo ali".

Mas em fevereiro de 2005, os alarmes soaram alto na cabeça de Robert, ele disse à Suprema Corte do Estado nesta terça-feira, quando recebeu uma mensagem de Jordan dizendo: "Hoje o centro da minha testa está latejando. Eu me apaixonei pela sua filha Uma". Seu testemunho acontece no segundo dia do julgamento de Jordan por perseguição.

Essa mensagem deu início a um pesadelo psicológico de quase um ano que atingiu a família de Uma, testemunharam Robert Thurman e sua mulher, Birgitte.

Eles disseram que protegeram sua filha das mensagens de Jordan, que começaram em novembro de 2004, endereçadas aos pais e três irmãos da atriz, e continuaram até novembro de 2005, quando momento ele apareceu num trailer de Uma Thurman no set de filmagem no SoHo.

Jordan tentou entregar uma mensagem à Uma ali, de acordo com o testemunho do maquiador Richard Dean. A assistente da atriz bloqueou a passagem e entregou a mensagem depois. Dean disse que Uma Thurman ficou tão agitada após ler seu conteúdo que ele não conseguiu aplicar a maquiagem.

A aparição, disse seu pai, transformou a obsessão de Jordan por Uma Thurman em uma crise.

Esse dia de testemunhos deu uma faceta pessoal às perseguições de celebridades mais comumente conhecidas através de lentes sensacionalistas de filmes hollywoodianos como "Eyes of Laura Mars", ou das manchetes de tablóides em supermercados.

Os pais de Uma Thurman perceberam claramente que sua família não era como as outras. Robert Thurman, que tem a beleza rústica de um astro de filmes faroeste, foi um monge budista, e sua mulher, graciosa e delicada, foi modelo da agência Ford no início dos anos 1960.

Seu testemunho sugere que foi a diferença de sua composição que atraiu o jovem intelectual Jordan, 37, um formando da Universidade de Chicago.

Jordan, um homem compacto e careca de expressão lacônica, sentou no banco dos réus tomando notas como se estive numa aula e não deixava a sala sem carregar consigo uma enorme mochila.

Seu advogado, George Vomvolakis, afirmou que seu cliente, acusado de perseguição e ameaças, não fez nada criminoso e não queria machucar ou ameaçar ninguém. "Ele é um romântico", disse Vomvolakis na terça-feira. "Ele a ama. Ele queria que ela se casasse com ele".

Ainda que o julgamento seja criminoso, os testemunhos foram eruditos. Ao ler um poema que Jordan enviou a ele, Robert Thurman, que se descreveu ironicamente como um formado de Harvard e de "uma péssima escola preparatória em New England", identificou-o casualmente como sendo de Shakespeare.

Birgitte Thurman usou termos quase psicoanalíticos para descrever sua reação a um telefonema de Jordan à casa da família em Woodstock, Nova Jersey.

"Eu queria saber o que ele tinha em mente, então perguntei por que ele estava atrás de nós", ela testemunhou. "Ele me disse de várias maneiras que acreditava que estava predestinado a estar com minha filha, que eles tinham que ficar juntos. Ele sabia disso. Ela não sabia. Se ela o visse, perceberia que eles foram feitos uma para o outro".

Ela disse que tentou falar com Jordan para que ele esquecesse essa paixão, dizendo que ele estava "projetando" suas próprias fantasias na vida de Uma Thurman e que elas não tinham fundamento.

Em seu testemunho ela disse que Jordan respondeu que "nesse caso não haveria motivos para que ele vivesse. Ele teria que se matar. Provavelmente em um mês ele faria isso".

Apesar do tema difícil, esse foi uma espécie de momento sob os holofotes para os pais de Uma, que deram depoimentos profundos, delicados e muitas vezes humorosos sobre como lidaram com Jordan.

"Eu sou conhecido como o pai de Uma", testemunhou Robert Thurman, com certo orgulho. "É minha maior conquista".

Ao ler trechos de 19 emails recebidos de Jordan, Robert Thurman descreveu sua percepção "não médica, mas como um crítico" dos problemas de ilusão de Jordan. "Eu nos imaginei numa caverna há muito tempo, Shiva Parvati entalhada nas paredes ou mumificada com nosso elefante na porta", escreveu Jordan em um email, se referindo à deusa Hindu que comparou consigo mesmo e Uma Thurman.

"Ao ler isso eu tentei me lembra do telefone do FBI, honestamente", testemunhou Robert Thurman.

Em uma mensagem, Jordan chama Robert Thurman de "Zen Thor dez homens". O advogado de Jordan questiona se não poderia ser sinal de um erro de tipografia, ou uma relação com o apelido budista de Robert, Tenzin.

"Não acredito", disse Robert Thurman, acrescentando que para ele "havia algo místico acontecendo ali".

Saiba mais sobre: Uma Thurman

    Leia tudo sobre: uma thurman

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG