Tesouro revela plano para salvar gigantes do financiamento imobiliário

WASHINGTON - Alarmada com a crescente falta de confiança nas duas maiores financiadoras imobiliárias do país, a gestão Bush pediu no domingo que o Congresso aprove um pacote de resgate que dará às autoridades o poder de injetar bilhões de dólares federais nessas companhias através de investimentos e empréstimos.

The New York Times |

Em um anúncio separado, o Federal Reserve disse que disponibilizará um de seus programas de empréstimo a curto prazo às duas companhias - Fannie Mae e Freddie Mac. O Fed disse que tomou sua decisão "para promover a disponibilidade de crédito financeiro imobiliário durante um período de incerteza nos mercados".

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Decisão do Fed beneficia Fannie Mae / AP

Uma autoridade disse que a decisão do Fed em permitir que as companhias peçam esses empréstimos foi aprovado sob pedido do Tesouro, mas que isso foi temporário e que provavelmente acabaria quando o Congresso aprovasse o plano do Tesouro. Algumas autoridades que sabiam do plano disseram que o Congresso pode ter que ampliar a extensão da linha de crédito às instituições para US$300 bilhões.

O plano dessa gestão foi revelado na noite de domingo para acalmar os mercados internacionais e Wall Street antecipadamente por causa de uma venda da Freddie Mac que será realizada na manhã dessa segunda-feira. As autoridades esperam que o Congresso coloque a proposta em um projeto de lei de moradia que pode ser finalizado e enviado à Casa Branca para aprovação ainda essa semana.

A falha de uma das companhias pode ser catastrófica para as economias de todo o mundo. Os seguros que elas emitem para financiar suas operações pertencem a governos estrangeiros, fundos de pensão, fundos mútuos, grandes companhias e outros grandes investidores.

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Freddie Mac pode receber "injeção de dólares
para garantir crédito" / AP

A proposta dará à secretaria do Tesouro a autoridade necessária para determinar quando investir nas companhias ou ampliar empréstimos à elas. Essas compras seriam realizadas com o acordo das companhias.

Cada companhia agora tem uma linha de crédito de US$2.25 bilhões, determinada há quase 40 anos pelo Congresso. Atualmente as duas companhias também têm garantias avaliadas em mais de US$5 trilhões, aproximadamente metade dos empréstimos do país.

Os legisladores dizem que, como parte do plano, a gestão pediu que o Congresso aumente o limite de dívida nacional. Além disso, que o Congresso dê ao Federal Reserve um papel na criação das regras que determinarão quão grande deve ser o capital de reserva que cada companhia deverá ter.

Por STEPHEN LABATON

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