Tesouro americano adota novas medidas diante da falha do plano de resgate

WASHINGTON - O Departamento do Tesouro abandonou oficialmente na quarta-feira a estratégia original por trás do resgate de US$700 bilhões do sistema financeiro, conforme autoridades da gestão reconheceram que os bancos e as instituições financeiras continuam indispostos a emprestar dinheiro a seus clientes.

The New York Times |

Mas com pouco mais de dois meses restantes a Bush, o secretário do Tesouro Henry M. Paulson Jr. espera ainda colocar em prática um novo programa de empréstimos que será coordenado pelo Federal Reserve numa tentativa de destravar o mercado de crédito para o consumidor.

O programa, ainda em fase de planejamento, será a primeira vez que os fundos de resgate serão usados especificamente para ajudar os consumidores ao invés dos bancos, financiadoras e firmas de Wall Street.

Autoridades do Tesouro dizem que esperam investir cerca de US$50 bilhões dos fundos de resgate em novos projetos de financiamento, com o objetivo de ajudar companhias que emitem cartões de crédito, fazem empréstimos a estudantes e financiam a compra de carros. Como previsto, o Tesouro investiria cerca de 5% do dinheiro que a companhia usará e investidores particulares complementariam em cerca de 20 vezes o valor comprando ações emitidas pelo novo programa.

Apesar da quantidade exorbitante de dinheiro que o Congresso autorizou o Tesouro a gastar (US$350 bilhões imediatamente e outros US$350 bilhões que o seriam aprovados num processo agilizado) Paulson está ficando sem verba e tempo.

O Tesouro já comprometeu cerca de US$290 bilhões. Destes, US$125 bilhões foram alocados nos nove maiores bancos do país e em instituições de investimento; outros US$125 bilhões em bancos públicos regionais; e US$40 bilhões na expansão do resgate existente do grupo AIG.

Paulson mencionou vagamente o plano de crédito ao consumidor numa coletiva realizada na quarta-feira e algumas autoridades do Fed alertam que o destalhes são insuficientes. Mas os oficiais do Tesouro dizem que tal plano daria a eles a dianteira necessária na questão e portanto poderá ser posto em prática em poucas semanas.

Paulson deixou claro que não usará dinheiro do Tesouro para ajudar no resgate da indústria automobilística, recusando pedidos da General Motors, Ford e Chrysler, bem como de democratas da Câmara e do Senado.

Mas Paulson deixou aberta a possibilidade de oferecer ajuda às companhias automobilísticas dando a elas a chance de recapitalizar companhias financeiras como a GE Capital e a CIT Financial, além dos subsídios financeiros da Ford, Chrysler e GM.

Por EDMUND L. ANDREWS

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