Telepresença muda dinâmica de reuniões em empresas

Jill Smart, executiva da Accenture, tinha suas dúvidas quando entrou pela primeira vez na nova sala de videoconferência de sua empresa em Chicago para uma reunião com um grupo de colegas em Londres. Mas a tecnologia de videoconferência, conhecida como telepresença, resultou numa experiência tão real que Smart afirmou que 10 minutos depois você esquece que não está na mesma sala que eles.

The New York Times |

A Accenture decidiu que seus colaboradores deveriam usar encontros virtuais para evitar, por exemplo, as 240 viagens internacionais e 120 vôos domésticos realizadas apenas em maio, pondo um fim às incontáveis horas de cansativas viagens para seus funcionários e economizando milhões de dólares.

Conforme os preços das viagens aumentam e as companhias aéreas diminuem seus serviços, as empresas repensam as reuniões face a face e viagens de negócios em geral.

Empresas de todos os tamanhos começam a usar reuniões online para treinamentos e apresentações de vendas. "Apenas nos últimos dois anos a tecnologia atingiu um  ponto em que realmente faz sentido usá-la", disse Alan Minton, vice-presidente de marketing da Cornerstone Information Systems, uma companhia de softwares de negócios em Bloomington, Indiana.

Salas de telepresença completas, tipicamente com três enormes telas curvadas (e uma quarta tela superior para trabalho compartilhado), iluminação e acústica personalizadas, custa até US$350 mil (e o preço está abaixo dos US$500 mil, cobrados quando a HP apresentou o produto ao mercado no começo de 2006).

Infra-estrutura

A resolução da tela de telepresença é melhor do que as televisões de alta definição (HD) e as imagens podem ser ampliadas para se inspecionar qualquer objeto. A Cisco, que tem mais de 200 salas de telepresença, calcula uma economia de US$100 milhões em gastos com viagens, além de uma redução de 10% nas emissões de carbono de viagens aéreas. A HP diz que as viagens entre seus escritórios diminuiu 25% com as salas de telepresença.

Quando usada regularmente, as salas pagam por si mesmas em menos de um ano, estimam os analistas. A venda dos sistemas de telepresença irá duplicar esse ano, chegando a 627, estimou a empresa de pesquisa de mercado IDC, e deve atingir mais de 8 mil em 2012. Há um certo paradoxo na telepresença, uma vez que a sala busca simular a melhor forma de interação humana: a conversa entre as pessoas, face a face.

O sistema não é um substituto perfeito. Smart ainda viaja 10 dias por mês. "Você não aprende sobre outras culturas na telepresença", ela disse. "Algumas coisas só se aprende estando no lugar, durante o café-da-manhã ou jantar, criando relacionamentos pessoalmente".

Por STEVE LOHR

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