Tecnologia pessoal começa a pesar no orçamento

John Anderson e Sharon Rapoport gastam em média US$ 400 por mês, ou cerca de US$ 5.000 ao ano, para entreter sua família de quatro pessoas.

The New York Times |

Eles pagam US$ 30 ao mês pelo serviço de seus BlackBerrys. Além disso, os dois filhos do casal de Roanoke, Virgínia, têm assinaturas individuais de US$ 50 cada do Xbox Live e enviam milhares de mensagens de textos por mês de seus celulares.

Serviço via satélite da DirecTV, internet de banda larga e aluguel de filmes aumentam os gastos.

"Nós tentamos prestar atenção para não extrapolar", disse Anderson, que fundou uma agência de publicidade com sua mulher.

Até 2004, o americano comum gastava cerca de US$ 770 anualmente em serviços como televisão a cabo, conexão à internet e jogos de videogame, de acordo com dados da Agência de Censo. Em 2008, o valor aumentou mais de 17%, para US$ 903.

Até o final desse ano, espera-se que o valor aumente outros 10%, chegando a US$ 997. Acrescente outros US$ 1.000 para serviços de telefonia fixa e celular e a família americana comum está gastando tanto em entretenimento quanto em jantares em restaurantes ou gasolina.

E esses números do governo não levam em conta filmes, música e programas de televisão comprados no iTunes, ou planos de dados que são cada vez mais necessários para o uso de smartphones.

Para muitas pessoas, as assinaturas e serviços de entretenimento e comunicação, que frequentemente se tornaram a mesma coisa, passaram a ser necessidades indispensáveis da vida, como eletricidade, água e compras de mercado. E para cada dispositivo novo, parece haver mais uma taxa.

"O modelo de assinatura é a droga perfeita", disse James McQuivey, analista da Forrest Research. "As pessoas vêem US$ 15 por mês como uma quantia muito pequena mas quando somados os valores ficam altos".

Por exemplo, Kate Goodall, 32, diretora de arrecação de fundos de museus, na Alexandria, Virgínia, disse que suas despesas altas com televisão a cabo e outras assinaturas começaram a pesar no orçamento.

Ela e o marido optaram por desconectar os canais a cabo e a linha telefônica doméstica para que pudessem pagar por mais jantares e aulas de natação, ballet e artes para seus dois filhos pequenos.

Agora eles assistem programas gratuitos em sites como o Hulu.com e usam o celular como telefone primário.

Seu marido, Mike Hughes, 37, gerente de projetos, tem um Xbox e um Wii, mas em um esforço para controlar os gastos ela não permitiu que ele adquirisse assinaturas para os videogames.

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