Susan Rice determina tom de compromisso americano com a ONU

NAÇÕES UNIDAS - O pequeno ônibus que levava um grupo de embaixadores do Conselho de Segurança da ONU pelas ruas lotadas de Porto Príncipe, Haiti, se movia com velocidade nesta primavera.

The New York Times |

Quando o ônibus virou uma esquina, Susan E. Rice, embaixadora americana e única mulher no Conselho de Segurança, se ergueu para pegar o celular de alguém que chegou perto de cair porta afora.

"Muito ágil!", disse Yukio Takasu, o embaixador japonês, enquanto Konstantin Dolgov,  vice-representante permanente da Rússia, brincou, "Agora, eu me sinto seguro!"

Os diplomatas do grupo antecipavam que depois de sua indicação em janeiro, Rice faria algo semelhante, com maior sustentação, nas Nações Unidas ao ressuscitar o compromisso americano com o órgão mundial.

Até agora, no entanto, ela foi mais elogiada por uma bem-vinda mudança de tom do que por prover um papel central para as Nações Unidas na política externa americana.

Rice, conselheira de política externa sênior durante a campanha de Obama, foi diretora sênior para assuntos da África no Conselho de Segurança Nacional durante a Casa Branca de Clinton.

Articulando pelo que a ONU importa, Rice deu ênfase a seu foco central, revelado no revezamento entre cargos de política externa e a Instituição Brookings.

"Eu acredito, como o presidente, que nossa segurança e bem-estar como americanos estão infalivelmente ligados a segurança e bem-estar de outras pessoas do mundo", ela disse em uma entrevista.

Rice, 44, disse que sua realização mais importante até hoje foi ter persuadido China e Rússia a aceitar sanções mais rígidas do Conselho de Segurança contra a Coreia do Norte, em junho, para tentar acabar com seu programa de armas nucleares.

Ela também pressionou para que os Estados Unidos voltassem ao Conselho de Direitos Humanos, zombado pela Casa Branca de Bush.

Mas Rice também recebe críticas. O embaixador russo, Vitaly I. Churkin, fez um discurso irritado na semana passada depois que ela repreendeu um relatório de uma missão de direitos humanos da ONU que sugeriu que tanto israelenses quanto palestinos cometeram crimes na guerra em Gaza.

Em seu discurso, Churkin notou sarcasticamente que há apenas alguns meses, sobre a questão de Darfur no Sudão, ele havia recebido um sermão sobre como crimes de guerra nunca deveriam ser sacrificados por razões políticas, de acordo com dois diplomatas presentes, e agora ele ouvia o oposto.

A Anistia Internacional disse que a posição dela foi "profundamente" decepcionante.

Rice negou ter padrões diferentes para ocasiões diferentes. O relatório teve um foco inclinado para o lado de Israel, que é capaz de investigar possíveis crimes de guerra, enquanto o Sudão não é, ela disse.

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