Sul-coreanos invadem as grandes universidades dos EUA

Seul, Coréia do Sul ¿ O relógio marca 22h30min e estudantes da escola Daewon aqui continuam nas salas de aula, em uma jornada termina somente após 15 horas de estudo. Uma janela é freqüentemente aberta, para que assim o frescor da noite possa ajudar a mantê-los acordados. Alguns estudantes até levantam da cadeira e ficam em pé para não cair no cochilo.

The New York Times |

Kim Hyun-kyung, que fez uma pontuação quase que perfeita no SAT, exame para ser aceita em universidades americanas, desempenha diversas tarefas ao mesmo tempo para se preparar para os testes de física, química e história.

Não posso perder nem um segundo, disse Kim, que sonha em freqüentar a Universidade de Harvard, Yale ou outra renomada instituição de ensino norte-americana. E ela se saiu bem.

Nesta primavera, como nos últimos anos, um pouco mais dos 133 estudantes de graduação da escola Daewon Foreign Language High School, que tentaram ingressar em universidades norte-americanas, foram aceitos.

Aproximadamente 103 mil estudantes sul-coreanos estudam em escolas norte-americanas de todos os níveis, mais do que qualquer outro país, de acordo com estatísticas do governo dos EUA. No ensino superior, apenas a Índia e a China, com populações 20 vezes maiores, enviaram mais estudantes que a Coréia do Sul.

As incrições de alunos sul-coreanos para Harvard triplicaram para 213 esta primavera, contra um número registrado em 2003 que chegava aos 66, disse William R. Fitzsimmons, responsável pelas admissões. Harvard tem 37 sul-coreanos graduandos, índice maior do que qualquer outro país.

Ir para universidades dos EUA se tornou uma grande moda na sociedade sul-coreana, e grandes nomes como Harvard, Yale e Princeton, são os grandes alvos, disse Victoria Kim, que freqüentou a Daewon e é graduada pela Harvard.

A escola Daewon tem uma grande rival sul-coreana, a Academia Minjok Leadership, que registra um recorde espetacular em admissões para grandes escolas dos EUA.

A pergunta é; como eles fazem isso? A fórmula é relativamente simples. Eles colocam estes estudantes medianos, que sonham em um dia freqüentar uma universidade norte-americana, desde cedo em classes lecionadas em inglês, que abordam as habilidades necessárias para um bom resultado no SAT e outros testes de redação das instituições, além de estimularem um estudo incessante.

As escolas, entretanto, parecem rever, ao menos um pouco, o seu regime de tortura. A escola Minjok suspendeu as inspeções nas repúblicas estudantis e as câmeras que anteriormente eram utilizadas para supervisionar os alunos durante sessões de estudo no meio da noite. Já a Daewon diminuiu a jornada de estudos para alunos do primeiro colegial.

-Sam Dillon

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