Status de Porto Rico não é única questão em jogo em visita de Obama

Porto-riquenhos mantêm esperanças de que presidente americano fale também sobre economia, crimes e imigração

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Quando o presidente Barack Obama chegar a Porto Rico, na terça-feira – tornando-se o primeiro líder americano a visitar oficialmente o país desde John F. Kennedy, em 1961 – seus pés estarão firmemente plantados da capital San Juan, mas suas palavras serão destinadas principalmente aos porto-riquenhos na Flórida, Nova York e Pensilvânia.

Após cinco décadas de abandono por uma série de presidentes, a maioria dos porto-riquenhos está preparada para uma visita presidencial, mesmo que seja breve e provavelmente não influencie o antigo debate sobre a identidade de Porto Rico como um território dos Estados Unidos.

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Porto Rico se prepara para visita de Obama na terça-feira, com estátuas de líderes americanos em San Juan
Em sua rápida parada, o presidente deve se reunir com o governador de Porto Rico, Luis Fortuno, um republicano que apoia a soberania americana, participar de uma mesa-redonda de negócios, fazer um discurso na Velha San Juan e participar de um evento de angariação de fundos. Outros presidentes já visitaram o país desde 1961, mas somente em negócios não relacionados a Porto Rico.

Os porto-riquenhos, no entanto, dizem que estão esperançosos que Obama irá falar sobre economia, crime e mencionar a antiga crise de identidade de Porto Rico sobre seu estatuto político. Poucos porto-riquenhos se esqueceram que quando Obama veio ao país duas vezes para fazer campanha durante as primárias contra Hillary Rodham Clinton, ele prometeu voltar à ilha como presidente e resolver o status de Porto Rico durante o seu primeiro mandato.

Cerca de metade dos porto-riquenhos aqui defendem que o país permaneça um Estado americano. A outra metade está satisfeita, mais ou menos, em Porto Rico ser uma comunidade, principalmente porque estão preocupados em manter sua identidade cultural intacta. Uma minoria gostaria de obter independência.

Censo

Obama também deve manter um olhar atento sobre os porto-riquenhos que vivem no continente. Há agora mais porto-riquenhos nos Estados Unidos do que em Porto Rico; 4,6 milhões residem nos Estados Unidos e 3,7 milhões na ilha, segundo o censo de 2010.

Houve um aumento populacional particularmente grande na Flórida. Eles agora são 848 mil, perdendo apenas para a população porto-riquenhos em Nova York. Além disso, muitos porto-riquenhos que se instalaram na Flórida na última década vêm da classe média bem educada e profissional, uma mudança em relação à população que criou raízes em Nova York há algumas décadas.

Politicamente, muitos mais deles favorecem a soberania de Porto Rico do que em Nova York. E, ao contrário dos porto-riquenhos no Nordeste do país, eles não são democratas declarados. Isso os transformou em eleitores indecisos que serão fundamentais em um Estado crucial nas eleições.

*Por Lizette Alvarez

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