Sotomayor fala sobre aborto e porte de armas em segundo dia de audiência

WASHINGTON - Os republicanos se voltaram às frágeis questões do aborto e do direito ao porte de armas na quarta-feira na tentativa de descompassar a juíza Sonia Sotomayor, mas conforme ela se aproxima do fim de seu testemunho, sua compostura permanece intacta e sua confirmação para a Suprema Corte parece certa.

The New York Times |

Reuters
Sotomayor responde a senadores
Sotomayor responde a senadores
Publicamente, republicanos do Comitê Judiciário do Senado disseram que ainda não decidiram como irão votar; muitos usaram a palavra "confusa" para descrever as respostas de Sotomayor. Mas os republicanos também parecem conceder que não conseguiram criar a oportunidade necessária para impedir sua indicação.

Um dos membros mais antigos do comitê, o senador Orrin G. Hatch, disse em uma entrevista que ficaria surpreso se em seu partido alguém votar contra a confirmação.

Ainda que Hatch tenha dito que não tomou nenhuma decisão, ele pode ser uma espécie de barômetro para outros republicanos. Ele votou no passado pela confirmação de indicados democratas à Suprema Corte e afirmou mesmo antes de Sotomayor ser indicada que ela dificilmente encontraria oposição.

"Ela lidou bem com as perguntas? Não", ele disse. "Mas lidou bem o suficiente com muitas das questões".

O democratas disseram estar confiantes de que a indicada sobreviverá ao processo do comitê sem nenhuma grande gafe e esperam que ela conclua seu testemunho nesta quinta-feira. A liderança democrata planeja uma votação completa no Senado no começo de agosto, o que estaria de acordo com a vontade do presidente Barack Obama de ter Sotomayor a postos antes do próximo período de atuação da corte.

Depois de passar a terça-feira evitando ter que explicar alguns de seus discursos, principalmente aquele no qual ela disse que uma "sábia mulher latina" pode chegar a uma conclusão melhor do que um homem branco que não teve as mesmas experiências, a juíza passou a quarta-feira se defendendo dos esforços republicanos de forçar suas opiniões sobre o aborto e o porte de armas. Ao seguir esta linha de questionamento, os republicanos lidaram com questões de preocupação particular da base conservadora de seu partido.

Sotomayor disse que Obama nunca questionou suas opiniões sobre o aborto. Ela afirmou não ter "ideia" porque seus colegas disseram aos repórteres que ela estaria predisposta a apoiar os direitos ao aborto, especialmente uma vez que ela já tomou decisões que mantinham a "política da Cidade do México", que impede que o dinheiro dos contribuintes seja direcionado a clínicas no exterior que oferecem abortos.

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