Smartphone se torna necessidade útil em tempos de crise

Na economia em recessão de hoje, economizar cada centavo se tornou um passatempo nacional. Mas as pessoas ainda abrem suas carteiras para um produto: os smartphones.

The New York Times |

A venda de BlackBerrys, iPhones e outros modelos de celulares inteligentes tem aumentado e deve subir cerca de 25% este ano, de acordo com a empresa de pesquisas Gartner. Modelos amplamente antecipados como o Palm Pre, que chegou ao mercado no sábado, irão ajudar a alimentar este crescimento. Enquanto isso, o número total da venda de celulares comuns deve cair.

(Divulgação)
Blackberry
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O aumento na venda dos smartphones parece acontecer por causa da tendência que exige melhorias nas tecnologias, que se mantém firme apesar da crise. Além disso, como acontece na adoção de novas tecnologias, a história do smartphone tem relação tanto com a sociologia e psicologia do consumidor quanto com chips, bytes e banda.

Para um setor cada vez maior da população, a expectativa social é de que uma pessoa possa ser encontrada quase instantaneamente por email. O smartphone, segundo analistas, é o instrumento desta conectividade - e por isso vale o custo, tanto como ferramenta de comunicação quanto como símbolo de status.

"A norma social é que você deve responder um email em poucas horas", disse David E. Meyer, professor de psicologia da Universidade de Michigan. "Se não o fizer, se assume que você está fora do contrato social ou não gosta da pessoa que lhe escreveu".

A disseminação destas prerrogativas sociais pode sinalizar uma mudança tecnológica que ecoa a proliferação do próprio email há mais de uma década. A certa altura nos anos 1990, se tornou socialmente inaceitável (pelo menos para algumas pessoas) não ter um email.

Os smartphones não são baratos, principalmente em um momento de crise econômica. Estes celulares, mesmo com descontos rotineiros oferecidos pelas operadoras, geralmente custam entre US$ 100 e US$ 300 (nos EUA), enquanto os planos de transmissão de dados variam entre US$ 80 e US$ 100 ao mês.

Mas a conversão recente aos smartphones acontece entre pessoas que contam os centavos, inclusive muitos desempregados.

A onda dos smartphones, segundo analistas do setor, deve continuar a crescer. O espaço para lucros é enorme porque, ainda que em alta, a venda dos aparelhos ainda representa apenas um quarto do total das vendas de celulares nos Estados Unidos este ano.

Além disso, juntamente como o Palm Pre, inúmeros outros aparelhos devem chegar ao mercado este ano da Apple, RIM, Nokia, Microsoft, Google e outros.

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