Sites oferecem nova forma de interação: sua localização

Empresas como Google, Foursquare e Facebook trazem serviços que permitem a usuários informar sua localização online

The New York Times |

As empresas de internet têm se apropriado do mantra do setor imobiliário – o mais importante é a localização, localização, localização. Mas, enquanto uma casa na praia sempre será uma venda fácil, pode ser mais difícil convencer as pessoas de que elas deveriam começar a usar serviços baseados em divulgar sua localização na internet.

Grandes empresas e startups – inclusive Google, Foursquare, Gowalla, Shopkick e, mais recentemente, Facebook – oferecem serviços que permitem que as pessoas informem a sua localização online para que possam se conectar com amigos ou receber cupons.

Investidores de risco injetaram US$ 115 milhões em startups de localização desde o ano passado, segundo a National Venture Capital Association, e empresas como Starbucks e Gap ofereceram promoções especiais aos usuários desses serviços que visitarem suas lojas.

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Elizabeth Aley escaneia código de barras para ganhar cupons que ela trocará por detergentes, no Missouri
Mas apesar de toda a atenção e dinheiro que esses aplicativos e sites estão recebendo, a adoção tem sido amplamente confinada a grupos de jovens urbanistas adeptos à tecnologia. Apenas 4% dos americanos experimentaram serviços baseados em localização, e apenas 1% faz uso deles semanalmente, de acordo com a Forrester Research. Cerca de 80% das pessoas que experimentaram esses serviços são homens e 70% de idades entre 19 e 35 anos.

O Foursquare, por exemplo, que permite que as pessoas façam “check in” (se registrem) em locais públicos usando seus telefones celulares para informar seus amigos onde estão, tem quase 3 milhões de usuários, a maioria deles localizados nas grandes cidades.

O Loopt, um serviço similar, tem 4 milhões de usuários, mas apenas cerca de um quarto desses são ativos. Compare isso com o Twitter, que tem 145 milhões de usuários registrados.

Este mês, o Facebook introduziu o Places, aplicativo que adiciona algumas funcionalidades parecidas com o Foursquare à sua rede social. Se o Places conseguir capturar seus 500 milhões de usuários, muitos acreditam que isso poderia levar o compartilhamento de localização às massas.

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O Foursquare, por exemplo, permite que as pessoas façam check in em locais públicos com celulares
“Claramente, a localização ainda não é muito conhecida – ainda é um fenômeno para o grupo de jovens –, mas se qualquer um pode mudar isso, é o Facebook”, disse Sam Altman, diretor executivo do Loopt.

Por enquanto, muitos dizem que compartilhar sua localização física vai longe demais, mesmo se compartilham livremente outras informações na web.

Alguns usuários do Foursquare gostam dos encontros espontâneos que podem acontecer ou da forma como mantêm seus amigos informados de suas explorações da vida noturna.

Mas as pessoas que não têm uma vida noturna agitada precisam de outros motivos para se registrar. As empresas que fazem serviços baseados em localização estão trabalhando para adicionar incentivos que esperam que ampliarão sua audiência.

*Por Claire Cain Miller e Jenna Wortham

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