Senador republicano do Alasca é condenado por corrupção

WASHINGTON - O senador Ted Stevens, principal figura política do Alasca há mais de quatro décadas, foi condenado na segunda-feira por violar leis de ética federais e não reportar milhares de dólares em presentes e serviços que recebeu de amigos.

The New York Times |

Acordo Ortográfico

O júri do Distrito de Colúmbia condenou Stevens, 84, por todas as sete acusações de alta traição que ele enfrentava por ter deixado de fornecer recibos de cerca de US$250 mil em presente e serviços que usou para reformar sua casa em Girdwood, Alasca.

Stevens, o republicano que serve no Senado há mais tempo e uma figura consistentemente desagradável, afirmou que o veredito não passou de uma recorrente falha dos promotores federais. "Eu irei desafiar este veredito injusto com toda força que tiver", ele disse.

"Eu sou inocente. Este veredito é o resultado da maneira inconsciente como estes advogados conduziram este julgamento. Eu peço que o povo do Alasca e meus colegas no Senado fiquem do meu lado e me ajudem a lutar pelos meus direitos. Eu permaneço candidato ao Senado dos Estados Unidos".

Stevens foi uma presença fundamental na promoção do Alasca a Estado quando não passava de um jovem oficial do Departamento do Interior na gestão Eisenhower e representou a região no Senado por 40 anos. Ao longo deste período, ele usou sua influência cada vez maior sobre os gastos federais, inclusive sua participação no Comitê de Apropriações, para gerar milhões, talvez bilhões, de dólares em fundos federais para seu Estado natal.

Véspera de eleições

AP

Ted Stevens após condenação

O veredito acontece uma semana antes dos eleitores do Alasca decidirem se irão reeleger o candidato ou seu oponente democrata, Mark Begich, prefeito de Anchorage.

O juiz Emmet G. Sullivan da corte distrital atrasou a sentença para depois de uma audiência marcada para o dia 25 de fevereiro na qual os advogados de Stevens voltarão a defendê-lo.

A acusação de que ele recebeu US$250 mil em presentes e serviços de um amigo de longa data, Bill Allen, dono de uma enorme construtora petrolífera, e presentes de outros amigos como um trenó para cachorros e uma cara cadeira de massagem.

Allen, condenado por seu papel num esquema de propina a um legislador do Alasca, concordou em cooperar com o governo e ter seu telefone grampeado para que conversas com Stevens fossem gravadas.

Allen que foi a principal testemunha da promotoria, disse que Stevens sabia que iria receber os presentes e serviços de graça e chegou a enviar um emissário para pedir que não mandassem a conta.

Por NEIL A. LEWIS

Leia mais sobre Alasca

    Leia tudo sobre: alasca

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG