Senado aprova proposta de resgate econômico e Congresso se prepara para votar na sexta-feira

WASHINGTON - O Senado apoiou efusivamente o plano de resgate econômico de US$700 bilhões na quarta-feira, deixando os defensores do projeto otimistas de que a fácil aprovação, juntamente com uma ampla gama de mudanças populares, levarão à aceitação do Congresso na sexta-feira e ao fim da incerteza que abalou os mercados mundiais.

The New York Times |

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Ao contrário da rejeição do plano pelo Congresso na segunda-feira, uma coalizão bipartidária de senadores (incluindo os dois candidatos à

presidência) não mostrou hesitação ao defender a proposta que atraiu escárnio público, apesar dessa resposta ter mudado um pouco depois das graves oscilações no mercado após a derrota no Congresso. A votação no Senado terminou em 74 x 25 a favor da iniciativa da Casa Branca de comprar as financiadoras em dificuldades para evitar uma catástrofe econômica.

Apenas o senador Edward M. Kennedy, que está em tratamento contra câncer, deixou de votar.

Os dois líderes do Senado, o senador Harry Reid, democrata de Nevada e líder da maioria, e Mitch McConnell de Kentucky, líder republicano, pediram que seus colegas aprovassem o plano apesar dos riscos políticos que o ressentimento público poder causar.

"Apoiar essa lei é a única forma de resolver essa crise e colocar nosso país de volta no caminho da estabilidade econômica, prosperidade e crescimento", disse Reid, que pediu que os senadores votassem formalmente de suas mesas.

A presença no Senado de ambos os candidatos à presidência nas últimas semanas de disputa deu peso ao momento. A tensão ficou clara quando o senador Barack Obama caminhou até o lado republicano para cumprimentar o senador John McCain, que ofereceu apenas um olhar frio e um breve aperto de mãos em retorno.

McCain não falou sobre a lei. Obama, em seu discurso, disse que o plano de resgate é infeliz, mas necessário e se referiu à queda no mercado de ações depois da votação do Congresso. "Ainda que aquela queda tenha sido devastadora, as consequências da crise que a causou serão piores se não agirmos agora", ele disse.

O presidente Bush emitiu uma declaração elogiando o Senado por sua votação a favor do projeto de lei que chamou de "essencial para a segurança financeira de todos os americanos". Ele pediu que o Congresso siga o mesmo caminho.

No Congresso, os responsáveis de ambos os partidos disseram estar cada vez mais confiantes de que as provisões políticas acrescentadas ao projeto original (incluindo US$150 bilhões em isenção fiscal para indivíduos e negócios) conquistarão pelo menos a meia dúzia de votos necessários para reverter o resultado de segunda-feira e passar a lei a Bush.

O mercado de ações reagiu nervosamente à votação que aconteceria depois de seu encerramento, mas que poderia afetar o futuro de muitos funcionários de Wall Street.

Por CARL HULSE

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