Segurança em Washington aumenta em preparação para posse de Obama

WASHINGTON - Autoridades federais começaram a vedar a zona de segurança que cerca o Capitólio onde o presidente eleito Barack Obama tomará posse na terça-feira, usando lições aprendidas nos atentados terroristas de Londres e Mumbai, Índia, do 11 de setembro no Pentágono e até mesmo das comemorações do 4 de julho no Mall (avenida na qual será feita o desfile de posse).

The New York Times |

Ainda que as agências de inteligência não tenham detectado nenhuma ameaça plausível ao evento da posse, agências de aplicação da lei, operando de uma rede de centros, irão comandar forças aéreas, marítimas e terrestres, além de 20.000 oficiais de polícia, tropas da Guarda Nacional e agentes à paisana de mais de 50 agências, de acordo com entrevistas com os planejadores.

As medidas de segurança, aumentadas por um anúncio de estado de emergência feito pela Casa Branca em nome da segurança pública, são de longe as mais caras e rígidas para a posse de um presidente ( uma tarefa complicada pela multidão que deve atingir entre 2 milhões e 4 milhões de pessoas que enfrentarão inúmeras barreiras de segurança, cada uma mais minuciosa do que as anteriores antes de chegarem ao evento).

A segurança é especialmente mais rígida por se tratar da posse do primeiro presidente negro da história.

"Como uma agência, temos que nos preparar no mais alto nível", disse Malcolm D. Wiley Sr., porta-voz do Serviço Secreto, que é responsável pela segurança geral do evento. "Nós entendemos que este é um evento histórico, mas também está ligado ao tamanho da multidão que esperamos e nossa informação de segurança".


Barack Obama chega ao museu de cera de Berlim, na Alemanha / AP

As 240.000 pessoas com ingressos para ver a posse, e outras 340.000 com ingressos para o desfile representam apenas uma parcela da multidão que deve caminhar até o Mall. A maioria das pessoas que não tem ingressos, conseguirá ver a posse através de 20 telões que as autoridades, temendo que qualquer incidente cause alarde, esperam usar para manter a multidão em um único lugar.

Até então, análises de inteligência não mostraram evidências de uma ameaça interna ou externa, disse Joseph Persichini Jr., que está a cargo do FBI de Washington. Mas, segundo ele, as informações mudam diariamente.

"Este é um evento mundial", disse Persichini. "A comunidade de inteligência e nossos parceiros sabem disso. Todos sentem a urgência da situação. Nós continuamos a acreditar que a ameaça é pequena, mas nenhuma informação será descartada".

Por DAVID JOHNSTON

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