Restaurantes nova-iorquinos procuram saída para a recessão

NOVA YORK ¿ Ao se preparar com cautela para o aniversário da grande implosão econômica, Nova York ainda tem fome e ainda opta por comer fora.

The New York Times |

A recessão não trouxe o fim dos dias. Proprietários e clientes de restaurantes navegam juntos por um cenário pós-traumático que (ainda que cheio de sonhos ruídos e salas vazias) está repleto de oportunidades inesperadas, surpresas empresariais e algumas cozinhas prósperas.


Restaurantes de luxo perderem clientes após a crise / NYT

Por todos os bairros, ansiosos, ainda que economicamente humildes, restaurantes estão conhecendo os motivos dos castigos e decidindo fugir deles.

A nova regra é simples: "Clientes querem excelência e indulgência a preços realmente baixos", disse Ed Brown, chefe de cozinha de 46 anos, que ao invés de recuar do seu restaurante Eighty One, que vale US$ 2 milhões e fica na Rua 81 Oeste, agressivamente reinventou tudo, dos cardápios à sua estrutura de custos.

A despesa média de uma conta agora gira em torno de US$ 29. Ele recentemente inaugurou uma grelha e oferece buffet de saladas, galetos fritos e um hambúrguer de US$ 9. Avançando esta ideia, ele e Jeffrey Chodorow abrirão o Ed's Chowder este mês, evocando a Costa de Jersey no que foi o restaurante de carnes mais caro de Chodorow, o Center Cut.

Ainda assim, a tempestade não passou, como ficou claro com o fechamento recente do Café des Artistes, John Dory e Elettaria. No entanto, haverá um número impressionante de inaugurações, mesmo que as ambições para o outono estejam inegavelmente inferiores que em anos passados.

Algumas aberturas (como a do SD26 de US$ 7 milhões, o sucessor mais mediano do austero San Domenico, do proprietário Tony May) devem fazer barulho. Será que a estação realmente será devagar se Danny Meyer (do Maialino, no Gramercy Parque Hotel) e Jean-Georges Vongerichten (do Mark Hotel) estão prontos para inaugurar novos restaurantes?

Além das rixas entre os restaurantes, há evidências que sugerem uma sobrevivência triunfal em Nova York. Os trabalhadores do setor de lazer e hospitalidade têm conseguido manter seus empregos melhor do que trabalhadores do setor financeiro ou outros profissionais, disse Michael L. Dolfman, comissário regional da Agência de Estatísticas de Trabalho em Nova York.

Embora os estabelecimentos de alimentação da cidade tenham dispensado mais de 10 mil entre cerca de 200 mil trabalhadores depois do início da crise econômica no último outono, a empregabilidade voltou a 200 mil em maio (com outras 4 mil vagas em julho).

"Se restaurantes de alto padrão estão sofrendo, os restaurantes de baixo padrão veem um aumento na demanda e consequentemente no número de empregos", disse Dolfman.

Visitantes estrangeiros, que fizeram sua parte no passado pelos restaurantes da cidade, ainda visitam Nova York, de acordo com um do melhores barômetros do turismo, o Museu Metropolitano de Arte, que neste ano recebeu 10% a mais de visitantes do que no mesmo período de 2008, de acordo com Harold Holzer, vice-presidente sênior da instituição.

E com ou sem recessão, os empresários não tem como parar.

"Este é um ótimo momento para procurar crescimento", disse Burak Karacam, dono do Pera Brasserie mediterrâneo, um restaurante turco para 150 pessoas na Avenida Madison em Manhattan, "porque os proprietários estão oferecendo estruturas de transação mais criativas".

Karacam, ex-banqueiro de investimento formado em Harvard, está negociando para comprar outros novos estabelecimentos para ampliar as operações do Pera como um restaurante mais casual.

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