Republicanos veem Palin como o futuro do partido

Não importa se os candidatos republicanos vençam na terça-feira, um grupo de proeminentes conservadores planeja se encontrar no dia seguinte para discutir o futuro do partido e, qualquer que seja o resultado, como a governadora Sarah Palin fará parte dele.

The New York Times |

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Palin, do Alasca, passou por momentos tumultuados desde que foi indicada pelo senador John McCain como sua vice, mas muitos conservadores acreditam que seu futuro permanece promissor. Caso McCain vença, ela dará ao movimento conservador espaço na Casa Branca.

Caso ele perca, ela pode surgir como representante do movimento e possível candidata à presidência em 2012, apesar de ter que primeiro lidar com seus consideráveis danos políticos.


Independente do resultado das eleições, Palin terá papel de destaque no Partido Republicano / Reuters

Suas perspectivas, dentro e fora do governo, são tópico de conversas entre líderes conservadores, inclusive do grupo que irá se encontrar na próxima quarta-feira na região rural da Virgínia para pesar questões sociais, de política externa e econômicas, bem como o panorama político e a próxima eleição presidencial.

Os consultores de Palin insistem que seu único objetivo é vencer esta eleição. Mas há sinais de que ela também tenta garantir seu posicionamento para o futuro caso perca.

Em uma semana na qual a maioria dos candidatos realizou grandes comícios e discursos de encerramento, ela falou sobre políticas, como na quarta-feira, quando mencionou a segurança energética, uma medida que seus consultores dizem ter sido almejada para ajudá-la a parecer mais substancial.

Além disso, ela se afasta cada vez mais das posições de McCain e esta semana tentou se isolar dos danos causados pela notícia de que o Comitê Republicano Nacional gastou US$150 mil em roupas e acessórios para ela e sua família.

Mudança de postura

A candidata aos poucos abandonou a clausura imposta inicialmente pelos consultores de McCain, passando a dar mais entrevistas à televisão e jornais, além de falar com os repórteres que viajam com ela.

Apesar de todas as críticas, ela tem muitos defensores entre os republicanos que a veem como uma mulher inteligente, forte e uma estrela de um partido com poucas perspectivas de futuro.

"Ela é explosiva", disse Morton C. Blackwell, que foi o elo do presidente Ronald Reagan com os conservadores.

Os comícios de Palin atraem mais pessoas do que os de McCain, com demonstrações de afeto em cartazes em que se lê: "Palin Power", "Super Sarah", "Pode apostar!"

Matthew Dowd, ex-estrategista de Bush, disse que o desafio maior de Palin é mostrar substância.

"Ela é uma mulher atraente que sabe falar muito bem, mas o público americano não a vê muito além disso", disse Dowd. "Ela é muito impopular entre os eleitores moderados e independentes, e ainda que possa ser popular entre um partido republicano cada vez menor, ela precisa descobrir um jeito de ampliar isso e descobrir como fortalecer suas fraquezas".

Por KATE ZERNIKE e MONICA DAVEY

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