Republicanos planejam reconstrução do partido após eleições

ALBANY, Nova York - Sim, lágrimas foram derramadas, bebidas fortes consumidas e uma profunda análise interna realizada.

The New York Times |

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Os republicanos do Estado de Nova York, depois de uma difícil noite de eleição na terça-feira, dizem entender que chegaram ao fundo do poço,
ou bem perto dele. Agora eles prometem reconstruir um partido dividido.

"Nós baixamos a cabeça por um tempo e derramamos algumas lágrimas, e algumas pessoas estavam mesmo muito bravas e outras temerosas", disse Lynn Krogh, 27, ex-membro da equipe do governador George E. Pataki e presidente do Clube de Jovens Republicanos de Nova York, descrevendo a festa da noite da eleição na qual esteve com centenas de outros republicanos em Manhattan.

Joseph N. Mondello, presidente do Partido Republicano do Estado,
acompanhou a apuração do quartel-general do partido no Condado de
Nassau e tentou manter a perspectiva.

"Eu nunca vivi um humor tão sombrio", ele disse. "Lembra de 64? E 74
também não foi fácil".

A cena com certeza é desencorajadora. Os republicanos perderam
controle do Senado estadual, que era deles desde meados dos anos 1960. O número de republicanos na Assembleia caiu de 150 para 41 na
terça-feira, uma baixa da histórica do partido.

Além disso, apenas três republicanos permanecem entre a delegação de
29 membros do Estado. O partido não tem nenhum gabinete de abrangência estadual. Pior ainda, se eles não reverterem esta tendência nas eleições de 2010, a situação pode favorecer os democratas por muitos anos.

União

Os republicanos prometem se reunir. A resposta, segundo muitos de seus líderes, é conhecida dos partidos em dificuldades. Voltar às raízes,
abraçar os valores centrais do partido e recrutar uma nova geração de
líderes e eleitores jovens.

Claro, há discordâncias. Alguns favorecem a aproximação da direita,
enquanto outros, como Krogh, dizem que os republicanos de Nova York
precisam de alguma forma apelar aos moderados bem como aos
conservadores.

"Não restou compasso filosófico entre os republicanos do Senado,
talvez para alguns, mas não em termos de liderança", disse Robert
Smith, ex-presidente do partido no Condado de Onondaga. "Tudo girou em torno de como poderíamos ser eleitos e conseguir ainda mais
contribuições.

Mondello ecoou esta ideia, dizendo que os candidatos republicanos têm
que ressaltar suas diferenças com os democratas. Ele disse que falava amplamente e "não criticava o Senado".

"O Partido Republicano como um corpo têm se despedaçado", ele disse.
"Nós precisamos nos afastar deste tipo de postura".

Por DANNY HAKIM

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