Rebanho ecológico: experimento aposta em dieta para limitar emissões de metano

HIGHGATE - Mastigando seu pasto em uma ensolarada manhã recente, Libby, uma vaca Holstein de 1,400 libras, parou para fazer sua parte na batalha contra o aquecimento global, emitindo um cheiroso arroto.

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Emissão de metano de rebanho de Choiniere reduziu em 18%

Libby, de seis anos, e outras 74 vacas leiteiras da fazenda de Guy Choiniere estão no centro de um experimento para determinar se uma mudança na sua dieta as ajudará a emitir menos metano, um poderoso gás causador do efeito estuda que está ligado ao aquecimento global.

Desde janeiro, vacas de 15 fazendas do Estado de Vermont têm recebido sua porção de alimentos com a inclusão de rações como a alfalfa e semente de linhaça (substâncias que, ao contrário do milho e da soja, imitam os pastos primaveris que os animais evoluíram para comer).

Na última medição em meados de maio, a emissão de metano do rebanho de Choiniere caiu 18%. Enquanto isso, a produção de leite continuou igual.

O programa foi iniciado pela Fazenda Stonyfield, fabricante de iogurtes, nos locais de suprimento de leite orgânico.

Adoçar o hálito das vacas é um assunto urgente, afirmam os cientistas do clima. As vacas têm bactérias digestivas em seus estômagos que fazem com que emitam metano, o segundo mais significativo gás no efeito estufa depois do dióxido de carbono. Ainda que seja menos comum na atmosfera do que o dióxido de carbono, ele apreende  20 vezes mais calor.

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O metano emitido pelas vacas é o segundo gás mais significativo no efeito estufa

Frank Mitloehner, professor da Universidade da Califórnia que coloca as vacas em barracas fechadas para medir o que chama de suas "erupções", afirma que uma vaca comum emite (principalmente através de arrotos, mas também por flatulência) entre 200 e 400 libras de metano por ano.

Mais amplamente, com a expectativa de duplicação da produção de leite e carne do mundo nos próximos 30 anos, as Nações Unidas afirmaram que as criações destes animais representam uma das mais sérias ameaças ao clima global. Em um relatório de 2006 que observou o impacto ambiental das vacas em todo o mundo, inclusive no desflorestamento para a criação de pastos, o órgão estima que as vacas podem ser mais perigosas à atmosfera terrestre do que todos os caminhões e carros juntos.

Os cientistas afirmam que as gramas primaveris contêm muitos ácidos Ômega-3, que podem ajudar o trato digestivo das vacas a funcionar melhor.

Milho e Soja, rações que, graças ao investimento governamental pós-guerra, se tornaram dominantes na indústria de laticínios, têm um tipo completamente diferente de ácido.

Quando os cientistas começaram a colocar altas concentrações de Ômega-3 de volta na alimentação das vacas ao longo do ano, os animais se tornaram mais robustos, seu trato digestivo funcionou melhor e eles produziram menos metano.



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