Rahm Emanuel corre risco de ficar de fora da disputa eleitoral

Segundo corte, ex-chefe de gabinete de Barack Obama teria de residir em Chicago um ano antes das eleições

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Faltando menos de um mês para o dia da eleição, com mais de US$ 10 milhões em fundos de campanha no banco e uma liderança esmagadora nas urnas, Rahm Emanuel, ex-chefe de gabinete da Casa Branca, corre o risco de ficar de fora da disputa à prefeitura de Chicago.

Um painel de juízes da Corte de Apelação de Illinois, em uma decisão 2-1, afirmou que Emanuel não cumpriu um código do Estado que estipula que os candidatos a prefeito devem residir na cidade que buscam comandar por pelo menos um ano antes da eleição. A Corte Suprema de Illinois, no entanto, prometeu estudar o caso antes de um veredicto final.

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Rahm Emanuel, em foto de abril de 2010, durante discurso de Obama na Casa Branca
Emanuel afirma que seu tempo em Washington, que terminou em outubro, sempre foi concebido como temporário e não deveria afetar o seu estatuto legal de residente de Chicago. Ele apresentou uma moção ao Supremo Tribunal de Illinois na segunda-feira para que suspenda a decisão do tribunal de apelação e agilize o recurso.

Diante de multidão de repórteres dentro de um restaurante popular, Emanuel se disse confiante de que, em última análise, irá prevalecer e citou uma frase de seu pai: "Nada é fácil na vida".

Mas a decisão – impressionante para muitos, principalmente porque um tribunal inferior e um conselho eleitoral já haviam chegado à conclusão oposta – já tumultuou a primeira disputa aberta que esta cidade tem em décadas.

“É bizarro demais para entendermos", disse Cindi Canary, uma analista política de longa data que lidera a Campanha de Illinois para Reforma Política. "Na semana passada, ele era o candidato de US$ 12 milhões, imbatível e inevitável".

Com o tempo curto, as autoridades eleitorais de Chicago disseram que as cédulas para a eleição de 22 de fevereiro serão impressas ainda esta semana – e o nome de Emanuel pode não aparecer nelas.

Decepção

Os doadores e líderes da cidade que endossaram Emanuel pareciam frustrados e perplexos. E os cinco concorrentes de Emanuel passaram a trabalhar para conquistar seus votos.

Partidários de Emanuel, que nasceu em Chicago e representou um distrito congressional por muitos anos, dizem que a residência legal é uma questão de "intenção" e que ele sempre teve a intenção de retornar de Washington, após trabalhar na Casa Branca.

Outros – incluindo dois dos juízes de apelação de Illinois que proferiram a decisão na segunda-feira – dizem que a presença física é necessária, e que seu trabalho na Casa Branca não prevê nenhuma exceção especial.

A decisão contra Emanuel parecia mais suscetível de beneficiar os candidatos Gery Chico, ex-chefe de gabinete de Richard M. Daley, e Carol Moseley Braun, que é a primeira mulher afroamericana do país a ser eleita para o Senado dos Estados Unidos.

*Por Monica Davey

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