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E-jornal pode ser comercializado ano que vem

CAMBRIDGE - O e-jornal, uma grande e portátil tela que é constantemente atualizada com as últimas notícias, foi proposto pela ficção científica por anos. Ele também está nos sonhos dos editores de jornais que lutam contra o aumento dos custos da produção e distribuição, contra a queda na circulação e a diminuição na receita de publicidade dos produtos impressos.

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Enquanto o dispositivo dos sonhos permanece no projeto, a Plastic Logic irá introduzir publicamente na segunda-feira sua versão do e-jornal: uma leve tela plástica que imita a escrita ¿ mas não a sensação ¿ de um jornal impresso. 

O aparelho, que ainda não tem nome, utiliza a mesma tecnologia que o Sony eReader e o Kindle da Amazon.com, uma tela altamente legível em preto e branco desenvolvida pela E Ink Corp. Enquanto ambos os aparelhos têm como principal objetivo ser leitores de livros, o da Plastic Logic, que foi mostrado numa feira de tecnologia em San Diego, tem a tela duas vezes maior. Com o tamanho de um papel A4, ele pode ser continuamente atualizado via conexão wireless (sem fio), e pode armazenar e mostrar centenas de páginas de jornal, livros e documentos.   


Os aparelhos da Plastic Logic (E), da Sony (Centro) e o Kindle da Amazon.com (D)

Richard Archuleta, presidente da Plastic Logic, disse que a tela é grande o suficiente para dar um aspecto de jornal. Mesmo que a proposta fosse para documentos de empresas, todo mundo pede por jornal, disse Archuleta. 

O visor deverá começar a ser vendido no primeiro semestre do próximo ano. A Plastic Logic não vai anunciar quais empresas de notícias irão disponibilizar seus artigos até a International Consumer Electronics Show em janeiro de 2009, em Las Vegas, quando irá revelar também o preço do aparelho.

Kenneth A. Bronfin, presidente da Hearst Interactive Media, disse que estamos esperançosos de que possamos distribuir o conteúdo dos nossos jornais em aparelhos da próxima geração já no ano que vem. Ele não revelou qual aparelho a empresa deverá usar, mas disse que estamos muito interessados nos "e-jornal". Estamos ansiosos para nos envolvermos no projeto.

A Hearst Corp., detentora da Hearst Interactive Media, é dona de 16 jornais diários, incluindo o The Houston Chronicle, The San Antonio Express e The San Francisco Chronicle, e foi uma precoce investidora no E Ink. A companhia já distribui versões eletrônicas de alguns jornais na Amazon Kindle.

Os jornais analisaram a tecnologia de perto durante anos. O formato ideal, uma tela flexível que poderia ser enrolada ou dobrada como qualquer outro jornal, ainda está a anos de distância, diz a E Ink. Mas os já previstos monitores coloridos com imagens que se movimentam e propagandas interativas e que podem ser clicadas deverão chegar em apenas alguns anos de acordo com Sriram K. Peruvemba, vice-presidente de marketing de E Ink.

A E Ink espera estar apta a criar nos próximos anos novas tecnologias que permitem aos usuários escreverem na tela e ver vídeos. Em uma demonstração recente na E Ink, a companhia mostrou protótipos de telas flexíveis que podem criar cores rudimentares e imagens animadas. Em 2010, nós vamos produzir uma versão do monitor que poderá oferecer as cores do jornal, disse Peruvemba.

Economia

Se o jornal eletrônico decolar, as economias podem ser substanciais. No jornal The San Francisco Chronicle, por exemplo, a impressão e entrega de jornais são responsáveis por 65% das despesas fixas, disse Bronfin.   

Como um dispositivo eletrônico, os jornais poderão determinar quem está lendo seus produtos, e ainda quais artigos estão sendo lidos. Os anunciantes podem ainda entender seu público e direcionar seus produtos para os prováveis consumidores

Apesar dessas questões de privacidade surgirem, esse é um futuro que nós vamos explorar, disse Hans Brons, presidente da iRex Technologies em Eindhoven, na Holanda.   

IRex comercializa o iLiad, um leitor eletrônico que pode ser usado para receber versões eletrônicas dos jornais  Les Echos da França e da NRC Handelsblad da Holanda. 

O iLiad, Kindle e eReader provam que a tecnologia funciona. A grande questão para as companhias de jornais é quanto as pessoas irão pagar pelo aparelho e pelo serviço de assinatura.

Por ERIC A. TAUB

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