Quadrilhas apostam em novos blindados em guerra do narcotráfico no México

Autoridades encontram cada vez mais veículos improvisados, em meio à batalha entre o Cartel do Golfo e Los Zetas, perto da fronteira com os EUA

The New York Times |

Supercaminhões, narcotanques, 'madmexicanos'? Ninguém sabe ao certo como chamar esses veículos blindados que grupos criminosos mexicanos têm construído nos últimos meses. Mas uma coisa está clara: mais deles estão sendo construídos.

AP
Imagem fornecida pelo Departamento de Defesa do México mostra blindado utilizado por grupos de narcotráfico (5/6/2011)
Na semana passada, autoridades mexicanas encontraram mais dois desses 'guerreiros' improvisados nas estrada em Tamaulipas, o mesmo Estado de fronteira onde o primeiro deles foi encontrado em abril deste ano, depois de uma batalha entre o Cartel do Golfo e a gangue Zetas.

Esse último carro-tanque, segundo o Departamento de Defesa mexicano, foi encontrado em uma oficina em Camargo, que também continha dois outros superveículos em estágios diferentes de fabricação e 23 caminhões comuns.

As versões concluídas eram maiores do que aquelas encontradas anteriormente. Construídas sobre caminhões de três eixos, os veículos tinham espaço para 20 homens armados, disse um oficial. Eles eram revestidos com aço de uma polegada de espessura, que pode resistir a fogo de calibre 50, e cada um tinha sido equipado com isolamento para amortecer o som das balas que os atingissem.

"Isso é tecnologia de primeira, como o Monitor e o Merrimack", disse Sanho Tree, especialista em política de drogas no Instituto Estudos Políticos de Washington, ao se referir a dois navios de guerra dos Estados Unidos que lutaram a primeira batalha naval entre navios durante a Guerra Civil.

Os oficiais do Exército mexicano não pareceram particularmente intimidados. Eles criticaram as máquinas por serem difíceis de manobrar, observando que eles são projetadas para assustar os rivais.

Mas para a maioria dos moradores do México, a simples visão dos monstros apreendidos pela polícia é um forte lembrete de que na atual batalha contra o crime aqui não há lugar mais perigoso do que as estradas do México.

*Por Damien Cave

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