Publicação revive controvérsia sobre memorial do Vôo 93

Mais de dois anos se passaram desde que duas professorass universitárias primeiro disseram que o design vencedor do Memorial Nacional ao Vôo 93 roubou elementos de sua proposta para honrar os que morreram lutando contra os terroristas que seqüestraram o avião no dia 11 de setembro de 2001.

New York Times |

Uma investigação do Departamento do Interior um ano depois não percebeu evidências da acusação de Lisa Austin e Madis Pihlak de que o arquiteto Paul Murdoch de Los Angeles havia roubado sua idéia.

Mas a controvérsia sobre a criação de US$58 milhões da primeira fase do memorial a ser construído em Shanksville foi reacendida com a perspectiva da publicação de um trabalho sobre a questão na terça-feira na conferência "Designing the Parks" em Charlottesville.

A conferência é co-patrocinada pelo Serviço Nacional de Parques, que regulamenta o Memorial Nacional do Vôo 93.

Austin, professora de design e escultura da Universidade de Edinboro na Pensilvânia, e Pihlak, professora de arquitetura e urbanismo na Faculdade Penn State, acreditam que pelo menos 10 elementos de sua proposta - uma das 1.059 submetidas - fazem parte do design final de Murdoch e não faziam parte de sua criação original.

"O mais interessante é que se você observa sua primeira proposta e a compara com a execução do design, nosso projeto se aproxima muito mais do resultado final do que o dele", disse Austin.

Entre as idéias que elas acreditam terem sido roubadas de seu projeto está o trajeto do Vôo 93 num vão entre duas paredes, a inclusão de prédios usados por investigadores da queda, o uso de máquinas de mineração e o plantio de flores específicas que nascem em setembro.

"Nós não temos provas sobre como ele incluiu tudo isso em sua criação", disse Pihlak, "mas sabemos que está lá".

Em uma declaração, Murdoch afirmou que as autoridades disseram que as afirmações de Austin e Pihlak não têm fundamento. "A verdadeira questão é se isso é uma dor de cotovelo ou não", diz a declaração.

"Tivemos mais de 1.000 inscrições", disse Tim Baird, professor de urbanismo da Faculdade Penn State que foi co-presidente do comitê de criação do memorial. "Acreditar que um dos cinco finalistas iria passar por trás dos outros e encontrar coisas que gostaria de incluir em sua criação final é ridículo".

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