Prosperidade no mercado de americanos descendentes de mexicanos

A economia do México sofreu uma série de golpes nos últimos meses ¿ violência das drogas, gripe suína e a crise econômica mundial. Mesmo assim, algumas companhias em ambos os lados da fronteira com os EUA estão prosperando porque servem o mercado de americanos descendentes de mexicanos nos EUA.

The New York Times |

Uma nova economia está surgindo com as construções de relações econômicas entre os países. Exportações e importações entre o México e os EUA cresceram rapidamente na última década, bem próximo de US$ 400 bilhões anualmente. E agora o comércio está tomando uma nova complexidade, com operações no sul da Califórnia e, às vezes, servindo como uma conexão do México com a economia global.

A Viz Cattle Corp., por exemplo, divisão americana da mexicana SuKarne Global, lida com exportações de carne bovina mexicana para o Japão e a Coreia do Sul, por meio de contratos feitos em Compton, na Califórnia. A carne é proveniente da matriz da SuKarne em Culiacan, Sinaloa, no noroeste do México.

Executivos japoneses e coreanos compram aqui e também vão às fazendas do México para inspecionar, disse Jesus Tarriba, gerente da operação de estoque da Viz Cattle em Compton, no sudeste do condado de Los Angeles. No ano passado, nós vendemos US$ 40 milhões de carne para o Japão e para a Coreia e US$ 80 milhões aqui nos EUA.

A Viz Cattle cresceu rapidamente, com menos de US$ 10 milhões em receita há cinco anos para US$ 120 milhões em 2008. E está indo bem neste ano, mesmo com a crise, disse Tarriba. Seu negócio principal é a importação de carne do México para restaurantes americanos e varejistas. Nós somos especializados em cortes menores de costela de vaca e bifes de filé mignon, porque as fazendas mexicanas fazem o abatimento de animais mais jovens do que as fazendas americanas, disse Tarriba. Os restaurantes gostam desses cortes.

A Viz Cattle e outras companhias de alimentos na fronteira também capitalizam sobre a expansão da população latina nos EUA e na mudança de gosto do público.

O Chipotle mexicana desidratada era desconhecida por aqui há cinco anos, disse Marcelo Sada, presidente da Source Logistics Center Corp., sobre a pimenta mexicana feita no vapor em muitas comidas e molhos mexicanos. A companhia de Sada, com base em Montabello, na Califórnia, importa produtos de padaria e refrigerantes do México.

A Martinez Brands/Tequila Holdings Inc., de Pasadena, na Califórnia, também é uma beneficiária do crescente gosto americano por produtos mexicanos. A tequila é a bebida alcoólica com mais rápido crescimento nos EUA, nos últimos sete anos, disse Javier Martinez, presidente da Martinez Brands. E por quê? Porque jovens americanos tiram férias no México e associam a tequila a diversão, liberdade e amizade.

Os negócios também vão bem para a Inter-Com Security Systems, uma companhia também com base em Pasadena, que protege as instalações do Departamento de Estado nos EUA e do exterior, como também negócios privados, hospitais e arenas esportivas, disse Carlo Gobelli, que direciona as operações mexicanas. A segurança está tendo uma grande demanda, para proteger executivos e operações de companhias, como também carregamento de bens, acrescentou.

A Inter-Com emprega 6.500 pessoas no México e, no total, 30 mil funcionários. Uma nova preocupação aqui, disse Gobelli, é que nós temos demanda para proteger laboratórios farmacêuticos contra ladrões de substâncias chaves que traficantes de drogas podem usar.

Mesmo assim, algumas companhias estão observando um cenário mais misto. A ICS Group Inc. da Rolling Hills Estates, no sudeste do condado de Los Angeles, representa as Companhias Carlisle de produtos para telhados e construção no México e na América Latina.

Neste momento, as companhias americanas estão evitando investir no México e não estão mandando seu pessoal devido aos perigos da guerra do tráfico, disse Mark Aston, presidente da ICS.

Mas ele acredita nos negócios no Caribe com a ajuda do crescimento da receita anual da companhia para um estimado de US$ 15 milhões neste ano, dos US$ 300 mi em 2004. Os executivos e investidores mexicanos estão confiantes de que quando essa recessão acabar, o México prosperará novamente, disse.

Gobelli e outros executivos mexicanos geralmente concordam que a percepção da economia como um todo foi positiva. Os homens de negócios dizem, Essa crise não começou aqui no México como muitas fizeram no passado. Ela começou nos EUA e no mundo, disse Gobelli. Então, de acordo com eles, quando os EUA e o mundo se recuperarem, o México também se recuperará.

Por JAMES FLANIGAN


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