Projeto de hospital leva ar fresco em consideração

Nos escuros corredores e salas de espera amontoadas em hospitais rurais da África subsaariana, a tuberculose pode se espalhar como uma fofoca em cidades pequenas. Um paciente que chega com uma perna quebrada pode ir para casa com uma doença fatal.

The New York Times |

Recentemente, muitos grupos mundiais de apoio em saúde tentaram não apenas conter e tratar doenças contagiosas como a tuberculose, mas também promover novas formas de construir hospitais nas áreas rurais mais pobres do mundo.

Em julho, construtores inovaram no novo hospital do distrito de Burera, em Ruanda, próximo da fronteira ugandense. O projeto se baseia em idéias simples para reduzir a disseminação de doenças aerotransportadas: corredores ao ar livre ao invés de salões fechados, salas de espera do lado de fora e grandes janelas colocadas em níveis diferentes e em paredes opostas, para manter o ar circulando.

A construção do hospital está sendo inspecionada pelo Ministério da Saúde de Ruanda, pelo Partners in Health, um grupo sem fins lucrativos sediado em Massachusetts, e pela Fundação Clinton. O projeto foi desenhado por estudantes de graduação da escola de arquitetura de Harvard.

Não é revolucionário ou difícil, diz Peter Drobac, conselheiro clínico do Partners in Health que trabalhou em hospitais de vários países em desenvolvimento nos últimos 10 anos, hoje atuando como conselheiro do governo de Ruanda. Mas o hospital médio na África rural teria corredores longos e escuros, e as janelas fechadas.

Um estudo publicado no ano passado no jornal PLoS Medicine descobriu que hospitais de tuberculose em Lima, no Peru, que tinham grandes janelas abertas e tetos muito altos, apresentavam melhor troca de ar do que hospitais com poderosos sistemas mecânicos de ventilação.

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