Projeto de contraceptivos de Obama vira arma eleitoral

Partidários e opositores ao presidente levam questão da distribuição de contraceptivos ao público durante campanhas

The New York Times |

A controvérsia a respeito do projeto de contraceptivos do presidente Barack Obama tem rapidamente entrado em uma nova fase, com aliados e opositores dizendo que o assunto pode ser uma arma poderosa nas eleições de novembro e levando a questão ao público em suas campanhas para moldar a questão.

Saiba mais: Obama muda política de contraceptivos após críticas de religiosos

AP
Obama discursa na Casa Branca, em Washington (13/01)

Bispos católicos, evangélicos, outros conservadores e os candidatos presidenciais republicanos desconsideraram os esforços feitos por Obama na semana passada para amenizar a decisão , que exige que instituições ligadas a entidades religiosas, como escolas e hospitais, embora não igrejas, incluam métodos contraceptivos gratuitamente em seus planos de saúde.

Percebendo uma oportunidade, os republicanos do Congresso resolveram abraçar o assunto, mas as repercussões políticas podem ser muito maiores. "Esse foi um presente inesperado", disse Ralph Reed, presidente da Coligação da Fé e Liberdade e estrategista republicano.

Veja o especial do iG sobre eleições nos EUA

Ele disse que os conservadores religiosos viram o projeto como parte de uma série de ataques feita por Obama contra a fé e os valores, e um sinal da maneira com a qual o presidente irá implementar seu plano de saúde caso seja reeleito.

Os bispos, assim como outros governantes, estão pressionando o Congresso para que haja uma inversão da decisão.

Mas com o Senado nas mãos dos democratas, uma resolução legislativa é quase improvável, então ambos os lados estão pressionando seus casos de uma maneira mais ampla, prestando atenção tanto na batalha de novembro para o controle do Congresso, quanto na disputa para a presidência.

Para esse fim, os bispos estão planejando campanhas de mídia, incluindo anúncios de rádio e televisão, para denunciar o que chamam de violação da consciência e da Primeira Emenda. Ao mesmo tempo, estão pedindo para que padres de paróquias levantem a questão com as congregações e façam circular petições.

Grupos liberais da saúde e dos direitos da mulher apontam para fatos, incluindo uma pesquisa feita pelo New York Times/CBS News indicando que a maioria dos americanos, incluindo a maioria dos católicos, apoia o fato de que instituições ligadas a entidades religiosas sejam obrigadas a fornecer contraceptivos em seus planos de saúde.

Com campanhas de publicidade, promoções pelo telefone e apelos a membros do Congresso durante seu recesso da semana que vem, eles esperam redirecionar o debate para uma questão que lide mais com o acesso das mulheres aos cuidados básicos de saúde. Eles fazem comparações com o apoio recebido pela Planned Parenthood, que fez com que Susan Komen revertesse sua decisão de parar de fazer doações para a fundação de pesquisa contra o câncer de mama.

"Os Estados Unidos são compostos por mais de 51% por mulheres e posso dizer que nós iremos mobilizar nossa base e superar a outra metade", disse Stephanie Schriock, presidente da EMILY’s List, que trabalha para eleger mulheres que apoiam o direito ao aborto no Congresso.

Por Eric Eckholm

    Leia tudo sobre: obamaeleição nos euacontraceptivoreligiãorepublicanosdemocrataseua

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG