Proibição ao casamento inspira nova onda de ativismo homossexual nos EUA

SÃO FRANCISCO - Eles chamam de Stonewall 2.0. Chocados com o resultado eleitoral que proibiu o casamento homossexual na Califórnia, uma nova onda de defensores, rompendo com a apatia de sua geração, assumiu a liderança do movimento pelos direitos dos gays, formando grupos e abraçando não apenas as novas tecnologias, mas também métodos antigos como obstruções de prédios e greves.

The New York Times |

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Chocados com o resultado eleitoral que proibiu o casamento homossexual na Califórnia, uma nova onda de defensores, rompendo com a apatia de sua geração, assumiu a liderança do movimento pelos direitos dos gays, formando grupos e abraçando não apenas as novas tecnologias, mas também métodos antigos como obstruções de prédios e greves.

Matt Palazzolo, 23, que se descreve como um "ator-artista que virou ativista gay", fundou um grupo, o Equal Roots Coalition, com os amigos há cerca de 10 dias. "Eu me concentrava em outras coisas na minha vida", disse Palazzolo. "Então veio o 4 de novembro e aquilo me acordou".


Milhares de pessoas protestaram nas ruas Los Angeles contra a proibição do casamento gay / Arquivo

Geralmente jovens e sem experiência política, os novos ativistas têm líderes pouco comuns, entre eles um professor de xadrez de São Francisco, um especialista em ferramentas de busca de Seattle e um antigo participante do concurso "American Gladiators", que brincando sugeriu que eles se envolvessem no movimento como forma de melhorar sua performance ruim no programa.

"Nós somos um casal gay de West Hollywood, nenhum de nós se envolveu em ativismo antes, mas queremos ajudar", disse Sean Hetherington, 30, comediante que foi o primeiro concorrente gay a participar de uma disputa, ainda que rapidamente, na Arena Gladiator. "Nós ficamos surpresos com o que aconteceu".

Hetherington e seu companheiro estavam entre as muitas pessoas surpresas com a reação positiva que obtiveram depois que criaram um website para promover e planejar um protesto "Day Without a Gay" (Dia Sem Gays, em tradução literal).  Seus organizadores pedem que os defensores dos direitos dos homossexuais faltem no trabalho dizendo que "estão gay" e se voluntariem ao movimento.

Muitos líderes dos grupos dizem que o surgimento de novas faces e a aceitação de táticas de maior confronto, resultam de uma rejeição implícita à postura controlada dos grupos mais estabelecidos, um caminho que muitos homossexuais dizem ter facilitado a aprovação da Proposição 8.

"Eu acho que estamos exigindo como uma comunidade que democratizemos nossos processos para garantir que todos tenham voz", disse Molly McKay, diretora de mídia do grupo voluntário Marriage Equality USA. "Nós não somos uma campanha, somos um movimento".

A diretora do Centro Nacional de Direitos para Lésbicas, Kate Kendell, membro do comitê executivo da campanha Não ao 8, disse que qualquer critica é compreensível.

"Acho essa uma forma legítima de dizermos que o jeito que lidamos com isso não nos levou a onde queríamos chegar", disse Kendell. "Agora alguns destes grupos precisam dar espaço para outros".

Por JESSE McKINLEY

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