Programa de merendas escolares tenta reduzir obesidade nos EUA

Iniciativa patrocinada por Michelle Obama exige mais frutas e vegetais e menos sal e gordura na comida das escola

The New York Times |

Com a esperança de combater o crescente problema da obesidade infantil, a Casa Branca anunciou uma esperada mudança nas merendas escolares subsidiadas pelo governo americano. O lanche agora deve incluir mais frutas e vegetais e reduzir a quantidade de sal e gordura.

O anúncio foi feito meses depois de a indústria de alimentos conseguir, em uma votação no Congresso, impedir o governo de dar andamento a uma proposta anterior que iria reduzir a quantidade de alimentos ricos em amido, como batatas, nas merendas escolares. Além disso, a proposta iria proibir que as escolas contassem uma pequena quantidade de molho de tomate em uma fatia de pizza como um vegetal.

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Aluno de Rochester (NY) escolhe uma fruta durante a hora do almoço (18/11/2011)

De acordo com as últimas regras, as batatas não serão proibidas e o molho de tomate poderá ser qualificado como uma porção de legumes.

As novas regras foram anunciadas pelo secretário de Agricultura Tom Vilsack e pela primeira-dama Michelle Obama na Escola Primária de Parklawn, em Alexandria, Virgínia.

"Como pais, tentamos preparar refeições decentes, limitar a quantidade de porcaria que nossos filhos comem e garantir que eles tenham uma dieta equilibrada", disse Michelle, em comunicado. "E a última coisa que queremos depois de termos nos preocupado tanto com a alimentação deles é que o refeitório da escola acabe estragando tudo".

Cerca de 32 milhões de crianças participam de programas de merenda escolar diariamente nos Estados Unidos. As novas regras fazem parte de uma importante campanha de Michelle Obama para reduzir o número de crianças com excesso de peso através de exercícios e de uma melhor nutrição.

As novas regras são as primeiras mudanças feitas nos últimos 15 anos no programa de merenda escolar, que vale quase US$ 11 bilhões. As regras irão dobrar a quantidade de frutas e legumes que são servidos para as crianças na escola e irá exigir que todos os grãos servidos sejam integrais.

Todo o leite servido deve ter baixo teor de gordura e, pela primeira vez, as regras irão estabelecer limites para os níveis de sal e gorduras transgênicas distribuídos para as crianças. Elas também irão definir um valor calórico mínimo e máximo por dia com base na idade do aluno.

O governo estima que as regras irão adicionar ao programa um gasto de cerca de US$ 3,2 bilhões, cerca de metade do custo da proposta anterior que foi bloqueada no Congresso no ano passado.

Especialistas em nutrição elogiaram as novas normas. "Aplaudimos os esforços do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos pela emissão de uma orientação final para ajudar as escolas de todo o país a servir refeições saudáveis para os alunos", disse Jessica Donze Black, diretora do projeto Comida Saudável e Segura para Crianças, um projeto conjunto da Pew Charitable Trust e da Fundação Robert Wood Johnson.

Representantes da indústria de alimentos, em geral, também aprovaram a regra.

"Acreditamos que elas irão melhorar a nutrição escolar e, ao mesmo tempo, dar às escolas a flexibilidade de servir uma variedade maior de alimentos que possam atender aos padrões impostos", disse Corey Henry, vice-presidente de comunicações do Instituto Americano de Comidas Congeladas.

Por Ron Nixon

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