Problemas com acelerador de partículas gigante acrescentam mistérios à vida

A maior e mais cara máquina de física do mundo está cheia de inúmeras conexões elétricas ruins. Muitos dos ímãs que deveriam movimentar partículas subatômicas de grande energia em torno de uma pista subterrânea de quase 30 km misteriosamente perderam sua capacidade de operar sob grandes quantidades de energia.

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Acelerador de partículas gigante, na região de Genebra

Alguns físicos estão abandonando o projeto europeu, pelo menos temporariamente, para trabalhar em uma máquina menor rival do outro lado do oceano.

Depois de 15 anos e US$ 9 bilhões gastos, além de uma ostensiva cerimônia de "inauguração" em setembro, o Grande Colisor de Hádrons, acelerador de partícula gigantesco localizado na região de Genebra, ainda não colidiu nenhuma partícula.

Mas quando?

Esta semana, cientistas e engenheiros do Centro Europeu para Pesquisa Nuclear ou CERN, da sigla em inglês, irão anunciar como e quando sua máquina começará a funcionar neste inverno.

Mas os cientistas dizem que podem ser necessários anos para que o colisor funcione com capacidade total, aumentando o tempo que levaria para que atinja suas principais metas, como produzir uma partícula conhecida como o bóson de Higgs, que se acredita ser responsável por imbuir massa em outras partículas elementares, ou identificar a matéria negra que os astrônomos dizem compor 25% do cosmo.

A falta de energia também pode limitar a capacidade do colisor em testar ideias mais exóticas, como a existência de outras dimensões além das três do espaço e uma do tempo que caracteriza a vida.

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Condutor de campo magnético de longo alcance,
parte do Grande Colisor de Hádrons

O colisor foi construído para acelerar prótons a energias de 7 trilhões de volts de elétron e fazer com que eles colidam, em busca de partículas e forças que estiveram em ação antes do trilionésimo de um segundo do tempo, mas a máquina conseguiu realizar testes de apenas 4 trilhões de volts de elétron durante seu primeiro ano. As atualizações viriam um ano ou dois depois.

Físicos de ambos os lados do Atlântico dizem estar confiantes de que a máquina europeia produzirá uma ciência inovadora (eventualmente) e rapidamente alcançará sua rival americana, mesmo com energia inferior.

Os colisores obtêm seu vigor através da equivalência de massa e energia proclamada por Einstein, ambas expressas na moeda corrente de volts de elétron.

O colisor do CERN foi projetado para investigar o que acontece em energias e distâncias onde a atual teoria reinante, conhecida como Modelo Standard, sofre uma ruptura e deixa de gerar resultados funcionais.

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