Prisões em caso de terrorismo surpreendem vizinhos e amigos

WILLOW SPRING - Daniel Boyd era um homem de convicção rara para estas partes. Ele e sua família eram muçulmanos em uma região geralmente populada por batistas e presbiterianos.

The New York Times |

"Quanto cristãos você vê em seu jardim rezando cinco vezes por dia?", perguntou Jeremy Kuhn, 20, que vive do outro lado da rua. "Eles simplesmente têm mais fé do que qualquer outro."

Mas para descrença de Kuhn, as autoridades federais dizem que Boyd e dois de seus filhos levaram suas convicções além da fé religiosa em direção à prática de terrorismo doméstico. Eles estavam entre os sete homens acusados na segunda-feira de apoiar violentos movimentos de jihad em países estrangeiros, incluindo Israel, Jordânia, Kosovo e Paquistão.

Os homens foram acusados de armazenar armas automáticas e viajar ao exterior para participar de movimentos jihadistas. Não há nenhuma indicação na acusação de que eles planejassem ataques na América.

Além de Boyd, 39, a acusação inclui seus filhos Zakariya, 20 e Dylan, 22; Anes Subasic, 33; Mohammad Omar Aly Hassan, 22; Ziyad Yaghi, 21; e Hysen Sherifi, 24. Todos são cidadãos americanos, menos Sherifi que é de Kosovo e tem residência legal nos Estados Unidos. As audiências de prisão serão realizadas na quinta-feira.

Boyd se converteu ao Islã e recebeu treinamento de radicais islâmicos no Paquistão e Afeganistão, segundo a acusação.

Os promotores disseram que grande parte da atividade aconteceu nos últimos três anos, citando conversas codificadas entre os acusados, trocas de dinheiro, numerosas compras de armas e uma demostração da armas Kalashnikov na sala de estar de Boyd.

Os vizinhos ficaram surpresos, assustados e até mesmo enfurecidos com as prisões, que descobriram apenas quando agentes federais, alguns carregando armas, tomaram conta do gramado da casa creme de dois andares da família Boyd. A casa, com um Ford Bronco na calçada e uma piscina no quintal, é parecida com as outras deste tranquilo bairro.

Os vizinhos disseram que a família Boyd não era diferente das outras, a não ser por serem mais agradáveis que a maioria. Boyd dirigia uma companhia que instala paredes de gesso, para a qual seus dois filhos mais velhos trabalhavam com frequência.

"Nós nunca tivemos um problema com isto", disse Anthony Perfetto, 15. "Tudo que eles diziam a respeito é que tinham que ir rezar".

Tudo isso deixou os vizinhos surpresos e questionando se não houve um engano.

"Eu não acredito em nada disto", disse Kuhn. "E vai ser preciso um lote inteiro de evidências para me convencer do contrário."


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