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Prisão de professor negro testa nova mentalidade pós-racial americana

CHICAGO - Ralph Medley, negro, professor de filosofia e inglês aposentado, se lembra do dia em que foi preso em sua própria propriedade (um prédio de aluguel no Hyde Park) enquanto fazia alguns reparos para seus inquilinos.

The New York Times |

Um vizinho preocupado chamou a polícia para informar sobre uma pessoa suspeita. E essa não foi a primeira vez que Medley disse ter sido preso injustamente. Ao chamar a polícia há alguns anos por causa de um furto, ele próprio foi detido pela polícia. "Mas fui eu que chamei vocês", ele se lembra de dizer aos oficiais.

Como inúmeros negros de todo o país, Medley reviveu seus encontros com a polícia conforme uma discussão nacional sobre raça e a execução da lei se desenrolou após a prisão de Henry Louis Gates Jr., proeminente estudante de história afro-americana de Harvard.

Gates foi preso por conduta desordeira na quinta-feira passada na casa dele em Cambridge, Massachussets, enquanto a polícia investigava uma ocorrência de invasão ao local. A acusação foi removida e a polícia de Cambridge afirmou que o incidente foi "lamentável e infeliz."

Em entrevistas aqui e em Atlanta, em publicações online e programas de entrevista na televisão, negros e ativistas disseram que o que aconteceu a Gates é uma realidade comum, ainda que não reconhecida, para muitas pessoas negras e hispânicas. Eles também disseram que além da raça, o ego do policial teve alguma participação no evento.

Mas além disso, muitos disseram que o incidente é uma lembrança desconcertante de que apesar de todo o progresso racial que o país parecia ter feito com a eleição do presidente Barack Obama, muito pouco mudou na vida cotidiana da maioria das pessoas em termos de relações de raça.

Com certeza, pessoas viram algum erro na forma como Gates se comportou em relação ao policial responsável por sua prisão,o sargento James Crowley, que disse estar apenas cumprindo seu dever investigando o relato de um roubo em andamento.

"Não é sábio para ninguém de qualquer qualquer raça erguer a voz a um oficial da lei", disse Al Vivian, consultor de diversidade em Atlanta, que é negro. "Mas o resultado disso, no final, é que este era um homem que não violou nenhuma lei, que estava em sua própria casa e que é uma das principais estrelas acadêmicas da nação e mesmo assim foi preso".

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