Primeira dama promove workshop musical na Casa Branca

WASHINGTON - Não foi o festival a todo vapor que alguns poderiam esperar de uma Casa Branca na qual o jazz tem lugar, pelo menos no iPod do presidente. Mas foi um bom começo.

The New York Times |

Na tarde de segunda-feira, Michelle Obama convidou cerca de 150 estudantes de jazz do ensino médio para um participar de um programa intitulado Jazz Studio na Mansão Executiva. As aulas, que tiveram como professores cinco membros da família Marsalis e o clarinetista Paquito D'Rivera, foram seguidas de um show apresentado pela própria primeira dama.


Alunos observam experientes professores na Casa Branca / NYT

Antes que alguns leitores comecem a sentir uma certa inquietação, é importante dizer que o evento não foi em nome do jazz apenas, mas sim o primeiro de uma série que terá três estilos musicais distintos.

Portanto, ainda que o evento desta tarde tenha sido amplamente simbólico para os que não estavam presentes, estabelecendo de maneira rápida e fácil a noção de que esta nova gestão está interessada em gêneros musicais que vão além do country, ele também foi útil e prático para os estudantes.

Os jovens foram divididos em três grupos de 50 e os temas dos workshops eram "A história americana e o jazz", "A sintese do jazz", "A experiência do blues e o jazz", e "Duke Ellington e Swing".

Entre outros líderes dos workshops estavam o saxofonista Todd Williams, o trompetista Sean Jones e o pianista Eli Yamin. O evento foi organizado em conjunto com a Escola de Artes Duke Ellington e o Festival de Jazz Duke Ellington de Washington, o Jazz no Lincoln Center em Nova York, o Instituto de Jazz Thelonious Monk e diversas outras instituições.

A família Marsalis (especialmente Wynton e seu pai, Ellis) são professores natos e, pelo menos durante a aula de uma hora que os jornalistas puderam acompanhar, eles transmitiram lições básicas e importantes sobre a história do jazz e sua prática. Os estudantes prestavam atenção e absorviam cada palavra.

Depois que o Marsalis mais velho falou sobre expressão individual no jazz e o nascimento do ritmo swing, os estudantes trocaram improvisações com os professores em um tom de blues. Então Wynton Marsalis deu um conselho geral: evite parecer irritado consigo mesmo depois do seu solo, não abuse da seção rítmica e toque menos.

"O blues nos força a sentir os elementos vocais em nossa música", disse Marsalis, "e nos mantém no ritmo". Agora eu vou tocar e vocês vão imitar".

Os estudantes o acompanharam. Não havia nenhum virtuoso, mas alguns, como o trompetista de Nova York Ivan Rosenberg, eram muito bons.

O próximo evento musical na Casa Branca, que será anunciado no final do verão, será concentrado em música country.

- BEN RATLIFF

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