Prejudicados pela economia, cirurgiões plásticos veem esperança em novos produtos

LAS VEGAS - Eles podem erguer seios e firmar coxas, mas os cirurgiões plásticos do país admitem não ter poder contra a atual situação da economia.

The New York Times |

Ainda assim, a esperança está em alta, com o primeiro concorrente do Botox aprovado na semana passada e possivelmente novos revolucionários tratamentos no horizonte, incluindo injeções de célula tronco e cremes que removem linhas de expressão indesejadas.

NYT
Homem mostra agulhas de lipoaspiração em congresso nos EUA

Homem mostra agulhas de lipoaspiração em congresso nos EUA

"Os negócios não estão muito bons", disse o Dr. Brian Kinney, cirurgião de Los Angeles, durante o encontro da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética, que acaba nesta quinta-feira.

"Eu lembro de uma mulher que, em outubro, queria um lift e me disse:  'bem, eu preciso vender uma casa, para garantir minha segurança primeiro'. Em março ela me contou que ainda estava esperando, o mercado imobiliário está em baixa".

O número de procedimentos cosméticos nos Estados Unidos no ano passado caiu 12.3% em relação a 2007, chegando a apenas 10.2 milhões, de acordo com a organização. Este é um imprevisto para um negócio que vem crescendo desde 1997, quando cerca de 2 milhões de procedimentos foram realizados.

A área de maior crescimento tem sido procedimentos não cirúrgicos, cujo sucesso se deve principalmente ao Botox, uma toxina botulínica que funciona ao amortecer e relaxar músculos faciais que criam rugas. Mas a companhia responsável pelo produto se prepara para concorrência com a aprovação do Dysport, produzido pela francesa Ipsen Biopharm.

"Todos estão ansiosos porque se trata do primeiro concorrente do Botox em sete anos", disse o Dr. Z. Paul Lorenc, que tem consultório em Manhattan e que acredita que o Dysport age mais rápido, dura mais e é uma opção mais barata. "Além disso, o visual dele é mais suave".

Os médicos na conferência buscavam passar a ideia de que estão longe dos predadores que se aproveitam das inseguranças de seus clientes. Eles ressentem representações como a de um episódio de "Sex and the City" no qual Samantha Jones, interpretada por Kim Cattrall, se preocupa com a idade e quer uma pequena operação mas o médico lhe diz que ela deve considerar outros procedimentos também. Ela opta por não entrar na faca.

A respeito do comportamento dos médicos de ficção, Dr. Robert Singer de San Diego disse, "Eu geralmente direciono a pergunta para outro lado quando uma paciente me pergunta o que eu acho que ela deve fazer. Não importa o que eu diga. Importa o que você pensa".

Singer disse que parte do desafio é lidar com as expectativas das pacientes. "O público quer algo que não demore, que demonstre melhorias absolutas, que não seja invasivo, que não cause desconforto e que não custe caro", disse Singer. "Eles querem mágica, mas essa pílula não existe".

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