Possibilidade de Clinton ser candidata à vice-presidência de Obama diminui

WASHINGTON - Quando a senadora Hillary Rodham Clinton abandonou a disputa pela indicação democrata à presidência e apoiou o senador Barack Obama em junho, ela deixou claro que estaria interessada em se tornar sua candidata à vice-presidência e o político de Illinois e sua equipe respeitosamente demonstraram que ela seria considerada.

The New York Times |

AP

Hillary parece cada vez mais
distante da chapa de Obama

No entanto, cada vez mais há evidências de que o interesse de Obama em Clinton para essa posição diminuiu muito (caso tenha sido realmente grande em algum momento).


Em conversas reservadas, os conselheiros de Obama discutem o papel de Clinton na Convenção Democrata no próximo mês de forma que sugere não considerarem que a senadora chegará a Denver como sua parceira de disputa.

Quando Obama participou do programa "Meet the Press", da NBC, no domingo, ele descreveu o tipo de pessoa que procura para a posição (dando a entender que não é uma pessoa que se identifica muito com Washington, o que aparentemente deixa Clinton de fora) de forma que sua equipe diz refletir a falta de consideração séria dada à senadora.

O sentimento é mútuo. Clinton disse à sua equipe nos últimos dias que não acredita que será escolhida por Obama e que vê as referências públicas dos assistentes do senador sobre ela ser considerada para o cargo como mera cortesia.

O comitê que verifica o passado político dos candidatos para Obama não pediu que ela fornecesse a documentação escrita normalmente solicitada. Apesar de Clinton provavelmente precisar de menos inspeção do que qualquer outro político (considerando o tempo que está na vida pública e quão intensamente seu passado já foi analisado) esse silêncio tem sido recebido pelos conselheiros da senadora como uma evidência de sua posição na lista vice-presidencial de Obama.

Os assistentes de Obama estão confiantes que as paixões das primárias deram espaço a uma visão mais pragmática entre os partidários de Clinton e que Obama não arriscaria uma repercussão negativa entre as mulheres e outros setores do eleitorado associados à ela caso escolham outro político.

Mas a campanha de Obama tem feito pouco em público para preparar os partidários de Clinton para a crescente possibilidade dela não participar da disputa presidencial.      

Por ADAM NAGOURNEY

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