Popularidade de Barak volta a crescer depois de ataques a Gaza

JERUSALÉM - Há algumas semanas, o ministro de Defesa Ehud Barak podia se considerar no fim de sua carreira na política israelense. Membros do seu Partido do Trabalho planejavam substituí-lo depois das eleições do dia 10 de fevereiro, ou antes. Sob sua liderança, o famoso partido de David Ben-Gurion e Golda Meir havia caído tanto nas pesquisas que corria sérios riscos de desaparecer.

The New York Times |




Ninguém mais pensa assim. Doze dias depois de uma guerra de punição que ele lidera contra o Hamas em Gaza, os números do partido nas pesquisas voltaram a crescer. Barak está em todos os lugares, de óculos de sol e jaqueta de couro, caminhando entre seus comandantes militares, falando sobre estratégias, calculando os próximos passos.

"O respeito que eu recebo quando vou às escolas desde que os ataques começaram é incrível, além de todos falarem de Barak", contou Daniel Ben-Simon, candidato do Partido do Trabalho ao Parlamento. "O MacArthur de Israel está de volta".

Há, no entanto, muita ironia (e incerteza) neste levante político. Ainda que Barak tenha lucrado com a guerra, ele se opôs à iniciativa por mais tempo do que qualquer outro líder do país e desde então é o mais entusiasmado a respeito de um cessar-fogo. Muitos no exterior se lembram de Barak como o primeiro-ministro que em 2000 foi além de qualquer líder israelense nas ofertas de paz com aos palestinos, apenas para ver seu acordo falhar e explodir em um violento levante palestino que o tirou do poder.

Se a atual guerra persistir por muito tempo e matar muitos jovens israelenses no campo de batalha (até então as causalidades foram poucas e sua postura de choque e terror dos primeiros dias foi admirada em Israel) a popularidade de Barak pode voltar a cair. Mas sua cautela conquistou grande apoio da esquerda.

Na quarta-feira, em uma reunião com o gabinete de segurança, ele ajudou a persuadir seus colegas ministros a segurar a expansão terrestre da guerra e dar aos diplomatas uma chance de impedir que o Hamas volte a se armar através de túneis de contrabando sob o Sinai egípcio. O foco das negociações, que envolveram Egito, França, Grã-Bretanha e Estados Unidos, foi usar uma força de especialistas e tropas internacional na fronteira sul de Gaza.

"Barak é muito cauteloso", afirmou Isaac Herzog, ministro de previdência social de Israel e membro do Partido do Trabalho que esteve na reunião. "Ele é o líder de cabeça fria desta campanha e quer tentar todas as direções diplomáticas antes".

Por ETHAN BRONNER

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