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Política de crise econômica apresenta riscos para McCain

O senador John McCain tinha planejado http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoeseua/2008/09/25/obama_e_mccain_se_reunem_com_bush_para_discutir_crise_1937797.html target=_topchegar em Washington na quinta-feira como um líder que deixou de lado a política presidencial para ajudar a negociar uma solução para a crise financeira.

The New York Times |

Acordo Ortográfico
Ao invés disso, ele se viu em meio a uma disputa partidária, sem uma mensagem clara para o público sobre como solucionar a questão.
No encontro bipartidário na Casa Branca que McCain havia solicitado no dia anterior, ele sentou silenciosamente por mais de 40 minutos, mais como um observador do que como um líder, e então ofereceu uma noção vaga de sua posição, de acordo com pessoas presentes no local.
Em entrevistas posteriores, McCain sugeriu ter visto o plano bipartidário que ruiu na reunião na Casa Branca como a base para um acordo final, mas não demonstrou se daria qualquer tipo de apoio à alternativa colocada na mesa por irritados republicanos da Casa, com quem se encontrou antes.
McCain disse estar esperançoso de que um acordo pudesse ser atingido em breve e que então ele poderia comparecer ao debate marcado para a noite desta sexta-feira contra seu rival democrata na disputa à presidência, o senador Barack Obama. Mas não houve evidência de que ele planejava representar um papel significativo nos esforços desesperados da noite de quinta-feira no Capitólio para concretizar um acordo.
Ainda assim, numa questão de aparência política (uma consideração importante para McCain a menos de seis semanas das eleições num momento em que ele perde terreno para o Obama, especialmente em relação à economia) os eventos do dia geraram muitas questões sobre o motivo exato pelo qual McCain pediu o adiamento do primeiro debate e voltou a Washington para se concentrar num plano de resgate - e sobre sua postura em relação ao que deve realmente ser feito.
Obama poderia ter se saído pior. O dia ofereceu ao político mais jovem e inexperiente uma oportunidade de mudar de lugar com McCain. Por um momento, pelo menos, foi Obama que se mostrou como a mão que busca uma consenso e a face real da politica bipartidária.
"Quando não nos preocupamos sobre quem está conseguindo crédito, ou quem será culpado, então as coisas tendem a avançar de forma mais construtiva", disse Obama.
As ações de McCain permitiram que ele se apresentasse como alguém que colocou seu país à frente de sua campanha e caso ele não ajude a orquestrar um acordo, pelo menos será associado com ele.
Mas McCain certamente percebeu os riscos de uma intervenção tão direta. Agora ele se vê em meio a uma guerra ideológica que opõe republicanos conservadores, que resistem a gastar tanto dinheiro dos contribuintes para salvar Wall Street, à Casa Branca de Bush, que, com apoio dos democratas e um número considerável de republicanos, vê um pacote de resgate como essencial para evitar o desastre econômico.
Por ADAM NAGOURNEY e ELISABETH BUMILLER
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