Plano de Obama de fechar prisão de Guantánamo pode levar um ano

O presidente eleito Barack Obama planeja emitir uma ordem executiva no seu primeiro dia no cargo para determinar o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba, afirmaram pessoas da equipe de transição envolvidas na questão.

The New York Times |

Mas especialistas dizem que pode levar muitos meses, talvez um ano, para esvaziar a prisão que atraiu críticas internacionais desde que recebeu seus primeiros prisioneiros há sete anos. Um oficial da transição disse que a nova gestão espera que serão precisos alguns meses para se transferir os cerca de 248 prisioneiros para outros países, decidir como julgar os suspeitos e lidar com muitos outros desafios legais apresentados pelo presídio.

Pessoas que debateram a questão com oficiais da equipe de transição nas últimas semanas afirmaram que o plano para desativar o centro de detenção tomava forma. Elas afirmaram que oficiais da equipe de transição parecem comprometidos a ordenar uma suspensão imediata do sistema de comissão militar para o julgamento de prisioneiros estabelecido por Bush.

Além disso, pessoas que falaram com oficiais de transição disseram que a próxima gestão parece ter rejeitado uma proposta de buscar a criação de uma nova lei autorizando a detenção por tempo indefinido dentro dos Estados Unidos. A gestão Bush insistiu que a medida seria necessária para o fechamento de Guantánamo e a transferência de alguns de seus prisioneiros para o país.

Obama disse repetidas vezes que quer fechar a prisão, mas em uma entrevista à emissora ABC no domingo, ele indicou que o processo pode levar mais tempo, dizendo que "é mais difícil do que eu acho que muitas pessoas imaginam". Ele disse que fechar a prisão nos primeiros 100 dias de sua gestão será "um desafio".

O presidente eleito foi alvo de críticas de alguns grupos humanitários na segunda-feira que disseram que suas afirmações sugerem que o fechamento de Guantánamo não está entre suas prioridades. Mas mesmo se a prisão permanecer aberta por meses, a decisão de lidar com Guantánamo no dia seguinte à posse parece destinada a denotar um rompimento simbólico com as políticas controversas da gestão Bush.

Por WILLIAM GLABERSON e HELENE COOPER

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