Pirataria digital se expande e desafia uma solução rápida

LOS ANGELES ¿ Menos de uma semana após uma cópia pirata do filme ¿X-Men Origins: Wolverine¿ (A origem de X-Men: Wolverine, em tradução livre) cair na internet, legisladores federais e executivos do entretenimento apresentaram um quadro extraordinariamente aberto sobre os danos que a pirataria digital pode causar e das difíceis possibilidades de limitá-la.

The New York Times |

Em audiência do congresso durante uma manhã de segunda-feira, promotores e executivos descreveram uma situação de deterioração na qual US$ 20 bilhões em filmes, músicas e outros entretenimentos com direitos autorais são perdidos anunalmente com a rede de pirataria global que são toleradas ou incentivadas por países como a China, a Rússia, a Índia e ¿ em um caso que chama uma atenção especial ¿ o Canadá.

O deputado Howard L. Berman, democrata da região de Los Angeles que conduziu a audiência como chefe do Comitê da Casa de Assuntos do Exterior, disse que planejou propor uma lei que começaria a aumentar a atenção dada à pirataria estrangeira, mas não forneceu detalhes.

O deputado Brad J. Sherman, outro democrata da Califórnia, disse que os países que fracassaram em impedir o roubo de materiais americanos com direitos autorais ainda tinham completo acesso aos mercados locais para suas próprias mercadorias. Isso é bem contraditório, disse Sherman.

Uma lista de jurados de executivos de entretenimento e outros narraram o que pareceu ser um grande esforço fracassado em barrar a venda ilegal de materiais com direitos autorais em um mundo crescentemente globalizado.

Richard Cook, chefe dos Estúdios Walt Disney, traçou uma elaborada cadeia de eventos na qual o sucesso dos estúdios de animação Wall-E foi duplicado por uma câmera de vídeo em um cinema em Kiev, em julho. Em menos de um mês, disse ele, cópias foram achadas em vendas ilegais em mais de doze países.

Zach Horowits, presidente e chefe de operação do Grupo Universal Music, estimou que apenas uma em três músicas de CDs e uma em 20 downloads no mundo são vendidas legalmente.

Horowitz e os outros chamaram uma atenção particular para Baidu, uma ferramenta de busca chinesa que fornece links para sites com ofertas de material pirata.

É hora de bater o martelo, disse a deputada Dana Rohrabacher, republicana da Califórnia.

Ninguém na indústria da área apresentou uma posição quando Rohrabacher pediu para que fosse descrito um exemplo de medida que poderia persuadir o Canadá a mudar sua política sob a qual grandes carregamentos de filmes e músicas ilegais têm permissão para passar do país para os Estados Unidos, de acordo com legisladores e executivos.

Uma das propostas mais fortes foi a de Steven Soderbergh, que testemunhou como vice-presidente da Directors Guild of America. Ele propôs que a indústria do entretenimento tivesse um representante nomeado para resolver nossos problemas, baseando-se em um modelo que está sendo tentado na França.

Após ser pressionado por detalhes do plano francês, Soderbergh hesitou um pouco e disse que não tinha certeza de como funcionaria.

As pessoas que trabalham mais próximos aos assuntos de direitos autorais em Hollywood descreveram a solução francesa como: pessoas que acreditam que seu direito autoral foi infringido devem pedir ao provedor de serviço da internet para mandar sucessivas advertências para o usuário que estiver baixando material ilegal.

Se a advertência não funcionar, o usuário pode então ser impedido de usar o provedor por um tempo e colocado no registro nacional que bloquearia seu acesso a outros provedores.

Aprovar leis com medidas similares, nos EUA, será complicado, reconheceu Soderbergh durante a audiência.

Por MICHAEL CIEPLY


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