Pesquisas alteram itinerários de campanhas presidenciais nos EUA

Diante de um mapa eleitoral cada vez mais difícil, os principais consultores do senador John McCain disseram na quinta-feira que estão buscando um cenário vitória, ainda que acirrado e que nas últimas semanas da disputa irão se concentrar num número cada vez menor de Estado, fazendo uso de cartas, telefonemas e comerciais de televisão de última hora para tentar prejudicar o apoio ao senador Barack Obama.

The New York Times |

Os consultores de Obama disseram que irão usar os últimos 19 dias de campanha para se concentrar na captura de Estados conquistados pelo presidente Bush em 2004. Ele passará por Virgínia, Missouri e Carolina do Norte nos próximos três dias e pela Flórida na próxima semana.

Num claro sinal da diferença entre a situação atual dos candidatos, os consultores de Obama disseram que ele irá ampliar seus esforços em West Virgínia (um Estado conquistado pelo presidente Bush por 13 pontos percentuais em 2004) aumentando os gastos com propaganda no local e com um comício a ser realizado por Obama ou seu vice, o senador  Joseph R. Biden Jr., nos próximos dias.

"West Virgínia é real", disse David Plouffe, gerente de campanha de Obama. "Nós temos observado o Estado há muito tempo".

Por outro lado, McCain passará os próximos três dias de campanha em Estados que Bush venceu em 2004, e que no começo deste ano os republicanos consideravam relativamente seguros: ele passará pela Flórida na sexta-feira, depois pela Carolina do Norte, Virginia e Ohio.

Os republicanos disseram que sua esperança de conquistar qualquer Estado vencido pelos democratas em 2004 parece esgotada, apesar de afirmarem alguma perspectiva em relação à Pensilvânia, onde McCain fez campanha na quinta-feira e Estado em que recentemente está atrás de Obama nas pesquisas.

Último capítulo

As novas estratégias foram descritas pelos consultores dos candidatos como o último capítulo da campanha, página virada depois do debate presidencial de quarta-feira. Tudo indica que Obama entrou neste período pós-debate com uma posição significativamente mais forte do que McCain, com mais apoio nas pesquisas, mais chance de uma vitória nos colégios eleitorais e os eleitores concentrados na crise econômica, assunto vantajoso para o candidato democrata.

Os consultores de McCain afirmaram que o candidato republicano continuará a insistir no ataque contra uma afirmação feita por Obama a um eleitor em Ohio. McCain invocou o encontro repetidas vezes, chegando a chamar o homem de "Joe o encanador", durante o debate de quarta-feira.

"Compartilhe a riqueza: iremos nos concentrar nisso", disse Steve Schmidt, principal estrategista de McCain. "Compartilhe a riqueza".

Para Obama, a complacência se tornou uma preocupação constante.
Alertas por email e mensagens de texto serão enviados nos próximos dias para reanimar seus partidários.

"Nós não deixamos de valorizar nada", disse David Axelrod, principal estrategista de Obama. "Nós fomos para cima e pra baixo nos últimos dois anos. Agora temos que nos preparar para tudo. Não deixaremos de agir nem mesmo por uma semana."

Por ADAM NAGOURNEY e JIM RUTENBERG

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