Pesquisadores encontram meios de reduzir o risco de mercúrio nas lâmpadas

Lâmpadas incandescentes deixarão de ser usadas nos EUA até 2012, graças ao Congresso, significando que, por enquanto, as lâmpadas fluorescentes compactas estão em alta. Os tubos em forma de espiral duram mais e usam bem menos eletricidade que as lâmpadas convencionais, duas coisas boas. Mas eles contêm pequenas quantidades de mercúrio neurotoxina, uma coisa ruim.

The New York Times |

As fluorescentes compactas devem ser recicladas para que se possa lidar corretamente com o mercúrio (em estado gasoso). Mas os tubos ocasionalmente racham e quebram, e a taxa de reciclagem é baixa atualmente. Dessa forma, o mercúrio pode ser liberado em residências ou em qualquer outro lugar, impondo um pequeno risco para crianças.

Robert H. Hurt, professor de engenharia da Universidade Brown, se empenhou, juntamente com um grupo de estudantes, para verificar o que poderia ser feito para reduzir o risco. Na publicação científica Environmental Science and Technology, eles relatam ter desenvolvido um material que consegue capturar o mercúrio liberado por um tubo quebrado.

Os pesquisadores realizaram experiências com pequenas partículas de enxofre, cobre, níquel e outros elementos, para saber o quanto de mercúrio seria absorvido neles. Selênio, em particular, tem uma notória afinidade com mercúrio, e os pesquisadores descobriram que partículas com tamanho aproximadamente entre 10 e 600 nanômetros eram capazes de se ligar a quase todo o mercúrio de uma lâmpada.

Os pesquisadores dizem que esse nanoselênio, impregnado em um pano, poderia ser usado para empacotar lâmpadas novas (para o caso de se quebrarem durante o carregamento) ou para limpar uma lâmpada quebrada em casa. Sacos plásticos usados para guardar fluorescentes compactas recicladas também poderiam ser tratados com o material.

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