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Pergunta para Charlie Crist: ele é o bilhete ?

O governador republicano da Flórida fala sobre se seu partido sofre de falta de bom senso, como evitar outra recontagem de votos e os rumores de que ele pode ser a escolha de John McCain como vice-presidente.

The New York Times |

Q: Como um governador popular da Flórida e um republicano conhecido por apoiar causas relativamente progressistas, você está sendo freqüentemente mencionado como um possível colega na corrida presidencial do senador McCain. Tem sido dito que você poderia deixar a Flórida para estar ao lado dele na eleição de novembro e emprestar-lhe algum abrangente apelo centrista.       
R: É muito lisonjeiro que as pessoas possam mesmo levar isso em consideraração.

Q: É justo descrevê-lo como um socialmente progressista?
R: Eu acho justo descrever-me como um republicano de bom senso.

Q: o que implica que alguns republicanos sofrem de falta de bom senso.
R: É possível.

Q: Você tem apoiado a pesquisa sobre células tronco, diferentemente da maioria dos republicanos.        
R: Eu realmente apoio aquilo. Eu acho que é bom senso prestar atenção a o que está acontecendo na ciência. Meu pai é um físico, minha irmã é uma física e eu tento ser esclarecido em coisas que possam estender e criar vida produtiva.

Q: Nesta quarta feira você estará recebendo a reunião máxima sobre a alteração climática em Miami, e você já assinou uma ordem executiva para a redução de emissão de gás efeito estufa, o que não é um objetivo tradicional republicano.
R: Sim, mas deveria ser, no meu ponto de vista, muito aos moldes de Teddy Roosevelt. Aí está um sujeito que fundou nossos parques nacionais e obviamente cuidava do meio ambiente preservando-o.

Q: Mas ele não matava elefantes e outros grandes animais?
R: Sim, ele fazia isso também. Ser um caçador e um conservador não significa que uma coisa tenha que excluir a outra.

Q:Um dos seus primeiros atos como governador foi assinar um projeto de lei exigindo recibos de papel nas máquinas eletrônicas de voto.
R: Você sabe quem me convenceu da necessidade daquilo: O congressista Robert Wexler, o grande democrata do sudeste da Flórida.

Q: Seu antecessor como governador, Jeb Bush, estava contente em ter toques de tela sem recibos.
R: Meu ponto de vista é, meu Deus, se você vai a um caixa eletrônico você recebe um recibo.Você vai a uma mercearia e você consegue um recibo. Porque não ter um registro em papel da coisa mais preciosa que fazemos como cidadãos?

Q: Onde você estava na recontagem de votos da Flórida em 2000?
R: Eu estava organizando uma eleição em 2000. Eu concorri a membro do conselho de educação nesse ano. E venci. Sem recontagem!

Q: O romancista Carl Hiaasen tem pedido publicamente que você se isente de concorrer a vice-presidente já que você é governador há apenas 17 meses e ainda não fez muito, segundo a estimativa dele.
R: Eu aprecio o seu conselho.

Q: Se você se tornasse vice presidente, ele escreveu no Miami Herald, você seria mais lembrado pelo seu bronzeado que pela sua liderança.
R: Eu também ouvi isso. O que é também muito lisonjeiro.

Q: Eu acredito que você use auto bronzeador e fique fora do sol.
R: Não. É o sol.E é a minha herança. Eu sou descendente de gregos.

Q: Qual é o seu nome de família original?
R: Cristodoulos. Meu pai mudou-o quando eu estava no ensino fundamental.

Q: Sua vida pessoa não é típica de um candidate republicano. Para começar, eu ouvi que você não possui propriedade.
R: É verdade. Eu não possuo propriedade. Eu apenas nunca achei necessário. Agora eu tenho a residência de governador, e alugo um apartamento em São Petersburg.

Q: Você foi casado há 30 anos atrás, mas o casamento durou menos de um ano. Você prefere viver sozinho?
R: Eu me casei e me divorciei porque não estava dando certo. E eu não achei a pessoa certa desde então. É realmente simples assim.

Q: Você não pode achar uma mulher em toda Flórida?
R: Talvez eu tenha. Fique atento.

Q: Você tem algum conselho para seus amigos republicanos nesse meio tempo?
R: Apenas lidere com bom senso. Faça aquilo que você considera correto. E trate bem os outros.

(Entrevista conduzida, condensada e editada por Deborah Solomon, uma escritora que contribui com a revista New York Times.)

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