Pequim investiga turismo para transplantes ilegais

HONG KONG - A China disse na terça-feira que está investigando se 17 turistas japoneses receberam transplantes de rim e fígado ilegais no país.

The New York Times |

A China proibiu os transplantes para estrangeiros (conhecidos como "turistas de órgãos") porque cerca de 1,5 milhão de chineses estão na lista de espera para o procedimento. A proibição entrou em vigor no dia 1º de maio de 2007.

"A China se opõe ao turismo para o transplante de órgãos", disse o Ministério da Saúde em uma declaração em seu website, acrescentando que os hospitais e equipes médicas "que realizarem o transplante de órgãos contra as regras serão responsabilizados de acordo com a lei".

Não se sabe se a investigação aumentará o sentimento anti-japonês na China. As relações entre os dois países pode ser frágil, com antigas feridas ainda sensíveis.

A investigação do Ministério, reportada pelo jornal estatal China Daily, acontece depois que uma reportagem foi veiculada pela agência de notícia japonesa Kyodo que afirmou que 17 turistas haviam gasto US$ 87 mil cada nas operações. O preço incluiu a viagem, acomodação e 20 dias de tratamento em um hospital de Guangzhou, no sul da China.

A pedido do hospital, alguns pacientes japoneses se registraram com nomes chineses, afirmou a agência Kyodo. A maioria dos pacientes tinha entre 50 e 65 anos.

A agência também disse que os órgãos provavelmente vieram de prisioneiros chineses executados.

Oficiais chineses afirmaram que o Estado usa apenas órgãos de prisioneiros que determinaram ser doadores voluntários. Cortes, médicos, oficiais de saúde e hospitais precisam aprovar estes transplantes e os prisioneiros têm que concordar por escrito com a prática, afirmou o governo.

- MARK McDONALD

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