Passado conturbado de hotel no Colorado intriga visitantes

TELLURIDE, Colorado ¿ Desde que foi construído nas montanhas de San Juan, sudoeste do Colorado, há 17 anos, o Peaks Resort é a grande atração desta pequena estação de ski. Com aproximadamente 170 quartos, o Peaks é o maior hotel da região, grande empregador e exerce um papel crucial na região, na medida em que atrai turistas com dinheiro para aquecer a economia local.

The New York Times |

No entanto, por trás desta fachada com os tons coloridos do pôr-do-sol, existe uma história complicada de um hotel que não funcionou corretamente. Ele foi à falência um ano depois da inauguração, foi bombardeado por processos judiciais, além de frustrar todos os seus inúmeros proprietários, que lutaram para encontrar uma alternativa à economia sazonal de Telluride.

O Blackstone Group, que era visto como uma potência nos EUA mas que agora enfrenta fortes declínios devido ao arrocho de créditos, adquiriu o Peaks em 2005, quando assumiu a Wyndham Properties, e tentou arrematar o hotel por aproximadamente US$ 45 milhões. Mas, desde que o hotel foi disposto no mercado no último mês de junho, ele possui dois prováveis compradores, entre eles o Fairmont Hotels and Resorts, e teve seu preço contraído em cerca de 15% desde o verão.

Em março, o Blackstone se envolveu em outro contrato, com uma equipe liderada por Adam C. Hochfelder, 36 anos, investidor imobiliário de Nova York, que ganhou destaque ainda muito jovem por ser proprietário e administrador de um amplo conjunto de escritórios do Midtown Manhattan office towers. Mas o histórico de Hochfelder é tão problemático quanto o do Peaks.

No início de 2004, Hochfelder viu sua reputação fracassar, na medida em que devia milhões de dólares em empréstimos e passou a ser alvo de processos judiciais. A promotoria do distrito de Nova York deu início a uma investigação sobre suas práticas de empréstimo ainda continua ativa, segundo a porta-voz Bárbara Thompson.

Embora os problemas e dificuldades recentes, Hochfelder continuou a tentar se apresentar como uma importante figura no setor imobiliário.

Com 2200 residentes, Telluride é uma pequena vila montanhosa como Aspen ou Vail, e sua média de ocupação chega a 50%. Multidões chegam ao local durante o inverno e festivais de verão, mas desaparecem nos meses de outono e primavera.

Bruce Blum, um dos criadores originais do Peaks, disse que o hotel foi construído inicialmente para ser um condomínio ou um luxuoso clube de férias. Nunca pensamos que iria ser um resort, devido à característica sazonal da região, assinalou. A propriedade era para ser um condomínio, mas desde então, ninguém executou o plano.

Telluride era ainda uma pequena estação de ski há 20 anos, quando os planos para o hotel foram concebidos. A área de ski é repleta de casas de luxo e condomínios de chalés sobre as montanhas.

A área de ski propiciou a construção do hotel, disse Ron Allred, ex-proprietário do resort. Com o tempo, os dirigentes da propriedade concordaram enfim em disponibilizar um serviço hoteleiro completo, com spa, quadras de tênis e piscinas. Foi uma medida de desespero, nós precisávamos de um hotel, disse Allred. Não tínhamos lugar para as pessoas se hospedarem.

Mas os problemas começaram cedo. Em 1991, planejadores e inspetores constataram ¿ muito tarde ¿ que um novo hotel de US$ 60 milhões, então conhecido como Doral, fora construído a poucos quilômetros de distância do Peaks. Residentes criticaram sua arquitetura e design.

Um programa para vender direitos sobre o hotel atraiu centenas investidores locais, mas logo fracassou e se tornou um verdadeiro desastre. Houve cancelamento de contratos, processos judiciais, e por fim, abandono das construções.

Um ano após sua abertura, o hotel foi à falência, com dividas e processos judiciais. Quando foi a leilão, o único lançador foi o maior credor da propriedade, a companhia japonesa Sumitomo.

O Peaks, como ficou popularmente conhecido, passou por diversos proprietários até ser controlado pela Blackstone. Há um ano, a empresa deu início a um programa de reformulação de US$ 60 milhões, mas as obras foram estacionadas em junho, quando se especulava que o hotel seria vendido. Um grande número de quartos permanece sem uso.

Na última semana, Hochfelder e Schwebel perderam um de seus apoiadores. Ainda assim, Neil Teplica, diretor administrativ do Greenwich Group, empresa de financiamento de imóveis de Nova York, disse que na tentativa de conseguir verbas para o projeto e para quitar as dívidas. Ele preferiu não revelar detalhes.

-Patrick Healy e Terry Pristin

Leia mais sobre: hotéis

    Leia tudo sobre: coloradohotel

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG