Partido Republicano dos EUA segue o tema dos democratas: ética

WASHINGTON ¿ Os congressistas republicanos aprenderam da maneira mais difícil, em 2006, que transgressões éticas e corrupções descaradas poderiam ser moldadas em uma potente mensagem de campanha. Agora eles estão tentando virar o jogo contra os democratas que apresentaram um tema de bom governo em seu objetivo bem-sucedido de recuperar o Congresso.

The New York Times |

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Estimulados por uma vitória eleitoral surpreendente contra um indicado da Casa Democrata, pela expansão da ética na investigação envolvendo um poderoso político democrata e agora o escândalo em Illinois quanto à cadeira no Senado, levou os republicanos a enfatizar que a maioria do partido deveria ser mantida em seu comprometimento para limpar Washington.

 Os republicanos, e seus aliados da direita, também parecem estar prontos para usar acusações explosivas de que o governador de Illinois Rod R. Blagojevich exigiu dinheiro pelo seu poder de indicar o sucessor do presidente eleito Barack Obama no Senado para ligá-lo ao estilo de fazer política de Chicago que ele teria procurado para chegar lá em cima.

A natureza grave dos crimes listados pelos promotores federais levantaram questões sobre a interação do governador Blagojevich com o presidente eleito Barack Obama e outros políticos de cargos importantes que trabalharão com o futuro presidente, disse o deputado Eric Cantor of Virginia, o novo número dois da Casa Republicana, em um relato. É uma adesão diferente para os republicanos, que ficaram na defensiva quanto aos princípios nos últimos anos. Mas eles estão energizados pela derrota, na semana passada, do deputado William J. Jefferson, democrata de Louisiana, pelo seu adversário virtualmente desconhecido, o republicano Anh Cao, que foi ajudado por subornos e acusações de lavagem de dinheiro feitas à Jefferson.

A vitória de Cao é um símbolo do nosso futuro, escreveu o deputado de Ohio John A. Boehner, líder republicano, aos seus colegas nesta semana. Nos próximos dois anos, a Casa dos Republicanos irá demonstrar seu comprometimento com a reforma, mantendo-nos no mais alto padrão de ética.

O líder republicano também pediu para que o deputado Charles B. Rangel, democrata de Nova York, saia de seu posto de presidente do Ways and Means Committee (Conselho de Meios e Recursos) enquanto o conselho de ética avalia algumas das negociações feitas por ele.

Ao mesmo tempo, os republicanos estão querendo limitar sua própria exposição frente à ética ao remover o deputado do Alasca Don Young, que está sob investigação federal, de seu posto sênior dos jurados da Casa.

Os republicanos também foram rápidos em apontar uma conta no website da Village Voice nesta semana do deputado Edolphus Towns, democrata de Nova York, que é o futuro presidente do Oversight and Government Reform Committee (Conselho de Vigilância e Reforma Governamental) de investigação, implicado em casos de suborno e trapaça, mas que não foi acusado em 1982.

Em um relato, Towns disse que ele já foi absolvido pelo que fez em outros tempos. Eu rapidamente rejeitei e recusei contribuições de campanha que eram impróprias, e isso é tudo sobre isso, disse.

Muitos democratas reconheceram imediatamente, em particular, que o partido tem um potencial de vulnerabilidade quanto a princípios. Mas eles e analistas independentes não estão certos de que os republicanos possuem total vantagem, dado a sua história recente e alguns casos ainda não solucionados.

A razão para que tenha funcionado tão bem para os democratas em 2006 foi a grande quantidade de denúncias e renúncias, disse Jennifer Duffy, editora sênior do Cook Political Report (newsletter político), que é não-partidário. Eu acho que ainda não estamos tão pertos de chegar lá.

Como conseqüência da acusação de suborno de Randy Cunningham, a denúncia do líder republicano Tom Delay e a página de escândalos do congressista Mark foley, os democratas se beneficiaram nas urnas em 2006. Eles rapidamente tentaram construir sua credibilidade no assunto ao impor novas regras de ética e criando um painel feito por membros de fora do Congresso para investigar os assuntos de ética. Eles também facilitaram que Jefferson saísse de sua importante posição no conselho.

Os fatos são claros: sob o controle dos democratas, passamos por éticas mais fortes e regras de reforma de intermediação na história do Congresso e criamos um painel independente fora do Congresso anos depois dos abusos dos republicanos e de uma cultura de corrupção desenfreada, disse Brendan Daly, porta-voz chefe da Presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi. Quando precisávamos agir, agíamos, e se precisarmos, faremos isso novamente no futuro.

 Os republicanos dizem acreditar que podem mostrar que os democratas estão apenas fazendo um jogo de governo limpo e que a descoberta do escândalo em Illinois poderia ajudá-los com isso mesmo que não diretamente relacionado às atividades do Congresso. O deputado de Illinois Jesse Jackson Jr. foi envolvido no caso, embora ele tenha negado ter feito ofertas para o governador em uma tentative de garantir a cadeira no Senado.

Nesta quinta-feira, 11, um importante republicano criticou os democratas do Senado que incentivaram o governador de Illinois a renunciar para que seu sucessor indique outra pessoa para ocupar a cadeira de Obama durante dois anos. Eles preferem uma eleição especial, que lhes daria a chance de conseguir a cadeira.

Enquanto os democratas de Washington oferecem discursos retóricos de abertura e transparência, parece que essas palavras tem pouco sentido em momentos de inconveniência política, escreveu Mike Duncan, presidente do Comitê Nacional Republicano, para seus colegas líderes do partido.

A cadeira do Senado de Illinois deveria acabar sendo decidida por eleitores ao invés de por indicação, a eleição iria providenciar um próximo teste para os republicanos, se eles podem ganhar dinheiro com o tema da anticorrupção.


Por CARL HULSE

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