Para democratas, perigo adiante sem Obama à frente da disputa

Candidatos a cargos legislativos tentam recriar entusiasmo e participação dos eleitores que deu vitória ao Partido em 2008

The New York Times |

The New York Times
Democrata Steve Driehaus faz campanha em Sharonsville, Ohio
O deputado estava suando e seu rosto estava vermelho como um tomate, enquanto ele andava por um parque cheio de pessoas em Cincinnati, passando por dezenas de copos de plástico inscritos com o seu nome.

"Oi, eu sou Steve Driehaus", ele disse, inclinando-se para apertar a mão de uma mulher. "Eu sou o seu deputado e preciso de sua ajuda em novembro".

Apesar de todos os candidatos pedirem apoio aos eleitores, o discurso de Driehaus é mais aguçado do que o da maioria. Ele está entre a classe de democratas que enfrenta o desafio de concorrer em distritos difíceis sem o mesmo entusiasmo e participação dos eleitores que ajudaram o partido a expandir a sua presença no Congresso quando Barack Obama liderou a disputa dois anos atrás.

Esta é a questão central deste ciclo eleitoral: qual é a chance dos democratas defenderem distritos na Câmara, como este aqui em Cincinnati e outra dezena em todo o país, onde eles capturaram cadeiras ocupadas por republicanos por uma margem estreita em 2008?

Os democratas estão tentando recriar a máquina da campanha de Obama e expandir sua participação para além de uma típica eleição de meio de mandato para competir com uma base republicana particularmente motivada.

As perspectivas para os democratas que querem permanecer na Câmara, e talvez até mesmo no Senado, podem estar nas mãos de uma legião de eleitores de primeira viagem ou ocasionais eleitores que apoiaram Obama, incluindo uma percentagem elevada de afro-americanos, que voltarão às urnas este ano.

A disputa pelo Primeiro Distrito Congressional de Ohio oferece um dos melhores estudos de caso no país. A campanha está concentrada em uma dúzia de revanches neste ciclo eleitoral: Steve Chabot, que foi eleito pela primeira vez na tomada republicana de 1994, perdeu seu assento para Driehaus por quatro pontos percentuais - 14.772 votos - e está lutando para recuperar a cadeira.

The New York Times
Republicano Steve Chabot cumprimenta eleitora em Cincinnati, Ohio
Os líderes republicanos estão confiando em candidatos como Chabot para tomar a maioria de 39 assentos democratas para que o seu partido obtenha o controle da Câmara. Sua estratégia tem raiz na crença de que a base republicana está significativamente mais fortalecido do que há dois anos.

A corrida congressista, que inclui a maioria de Cincinnati e vários subúrbios e cidades, oferece um laboratório de como os democratas estão trabalhando para manter sua maioria na Câmara.

Dois anos atrás, 53% dos eleitores aqui no condado de Hamilton optaram por Obama, a primeira vez que um candidato democrata para presidente ganhou na região em 44 anos.

Há diversos fatores que poderiam influenciar a disputa em novas formas, especialmente o aumento das chamadas Tea Party. Chabot foi abraçado pelos organizadores da Tea Party local em parte porque votou em 2008 contra a legislação para resgatar o setor bancário.

"Há muita frustração no movimento Tea Party em relação aos políticos de carreira, mas é realmente apenas por causa dessas pessoas que vão a Washington e mudam", disse Mike Wilson, fundador do Tea Party Cincinnati. "Não é tanto que as pessoas estão felizes com os republicanos agora, é que elas estão muito irritadas com os democratas".

Por Jeff Zeleny

    Leia tudo sobre: obamaeuaeleições

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG