Papel de Biden como vice-presidente permanece incerto

WASHINGTON - Um dia antes do aniversário de Joseph R. Biden Jr. na semana passada, Barack Obama o surpreendeu com velas sobre pequenos bolos. Em poucas horas, a fotografia do presidente eleito e seu vice, sorrindo diante da sobremesa, estava nos jornais.

The New York Times |

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A imagem, divulgada por assessores de Obama, buscava projetar união, confiança e camaradagem. Mas ainda que Obama tenha se articulado rapidamente para montar a equipe que levará à Casa Branca, ele está atrás até mesmo do sempre tardio presidente Bill Clinton em esclarecer sobre o papel de seu vice-presidente.

Até agora, Biden não recebeu um portfólio definido, como Al Gore o meio-ambiente e a tecnologia em 1992. Os assessores de Obama dizem não esperar que Biden tenha o mesmo papel muscular que o vice-presidente Dick Cheney nos últimos oito anos, apesar de esperarem que ele solucione inúmeros problemas.

"Eu tenho certeza que ele receberá tarefas apropriadas com o tempo", disse David Axelrod, consultor do presidente eleito. "Mas acho que seu papel fundamental será como conselheiro confiável".


Biden: papel indefinido na gestão Obama / AP

Biden passou grande parte das três semanas depois da eleição em Chicago, onde trabalha lado a lado com Obama. Mas quando Obama realizou uma coletiva de imprensa em Chicago na terça-feira, Biden estava em sua casa em Delaware, depois de passar a noite de segunda-feira em Wilmington enchendo meias de Natal com sua mulher em um evento beneficente.

O próprio Biden parece se adaptar. Ele está contratando para seu gabinete, inclusive o chefe de equipe, Ron Klain, que trabalhou com ele desde que foi presidente do Comitê Judiciário nos anos 1990. Com Obama concentrado na colocação de Hillary Rodham Clinton no cargo de secretária de Estado, Biden, cuja última posição foi a de presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, confirmou em particular que ele não será o homem da política externa desta gestão.

Biden também entrevistou candidatos para a posição de chefe econômico de seu gabinente e algumas pessoas dizem que ele está aprimorando suas credenciais na área.

Os assessores de Obama dizem que Biden apoiou a proposta da indicação de Clinton como secretária de Estado. "Caso ele tivesse se oposto isso teria pesado muito", afirmou um dos assessores da equipe de transição.

"Ele defendeu totalmente a ideia".

Quanto ao relacionamento entre Obama e Biden, os assessores de ambos insistem que existe um laço forte entre eles.

"Eu não acho que exista qualquer risco do vice-presidente-eleito ser marginalizado, qualquer que seja a escolha para o gabinete", afirmou Valerie Jarrett, consultora de Obama. "Seja quem forem os escolhidos para o gabinete, teremos muitos talentos na mesa".

Por HELENE COOPER

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