Países emergentes pedem maior papel na economia mundial

WASHINGTON - A menos de seis meses atrás, o Fundo Monetário Internacional (FMI) emergiu de anos de declínio em relevância, agilmente reunindo empréstimos de emergência para países como Islândia e Paquistão.

The New York Times |

Agora, com os líderes mundiais se reunindo esta semana em Londres para armar uma resposta à crise econômica mundial, o fundo se tornou uma aposta na competição para remodelar o cenário pós-crise.

O fortalecimento do FMI é um dos principais objetivos da gestão Obama durante a Cúpula do G20 . Mas China, Índia e outros países emergentes parecem acreditar que a crise criada pelos americanos diminuiu a habilidade dos Estados Unidos de estabelecer a agenda. Eles veem o fundo, amplamente ocidental, como um lugar para começarem a exigir maior voz na economia mundial.

O secretário do Tesouro Timothy F. Geithner, que já trabalhou no fundo, pediu que seus recursos financeiros sejam ampliados em US$ 500 bilhões, efetivamente triplicando sua capacidade de empréstimos aos países em dificuldades e cimentando seu status como financiador de última instância.

O Japão e a União Europeia prometeram US$ 100 bilhões e os Estados Unidos deram sinais de que podem contribuir com o mesmo valor, apesar do dinheiro demorar mais para chegar por precisar de aprovação do Congresso. A China, com sua imensa reserva de câmbio estrangeiro, é o próximo contribuidor óbvio.

Ainda assim, oficiais chineses e de outros países em desenvolvimento demonstraram relutância em fazer contribuições similares sem receber maior voz no debate sobre as operações do fundo, que é coordenado pelo francês Dominique Strauss-Kahn e amplamente influenciado pelos Estados Unidos e Europa ocidental.

O líder chinês sênior, Wang Qishan, disse na sexta-feira que Pequim está disposta a injetar algum dinheiro, mas pediu uma reforma na forma como o fundo é governado. A China quer sua quota (que determina sua contribuição financeira e seu poder de voto) ajustada para melhor refletir seu peso econômico.

A contribuição chinesa, segundo Wang,  não deve ser baseada no tamanho de suas reservas mas na sua produção econômica por pessoa, que ainda é modesta.

Dada a inevitabilidade de que estes países terão maior influência, o encontro na Cúpula de Londres, que começa na quinta-feira, será lembrado como "a última aclamação dos Estados Unidos e Europa resgatando o mundo", disse Simon Johnson, professor do MIT e economista líder do fundo.

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